Na quarta (29), o governador Wilson Lima assinou parceria com a empresa Super Terminais para viabilizar a construção da primeira usina a gás natural do Norte do Brasil dedicada às operações portuárias. O projeto terá investimento de R$ 30 milhões e representa um marco na modernização da infraestrutura logística e energética do Amazonas, com foco em fontes de energia mais limpas.
“Tudo o que temos avançado na questão do gás natural tem sido muito positivo nos últimos anos. O gás natural, apesar de ser um combustível de origem fóssil, é a fonte mais segura nesse processo de transição energética, poluindo menos que o diesel, gasolina e outros derivados. O estado do Amazonas hoje está em outro patamar com relação ao gás natural”, afirmou Wilson Lima.
De acordo com o governador, o projeto da usina a gás natural no porto Super Terminais é mais um passo na construção de um modelo de desenvolvimento que combina inovação, responsabilidade ambiental e geração de emprego e renda.
Também assinaram por parte da Cigás, o diretor-presidente, Heraldo Câmara, e o diretor técnico-comercial, Clovis Correa. Estiveram presentes o deputado estadual Adjuto Afonso; o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT 11), Audaliphal Silva; o titular da Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás (Semig), Ronney Peixoto; o diretor-presidente do Instituto do Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Gustavo Picanço; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), Jean Cleuter; e o vereador Diego Afonso.
Com a nova usina e os investimentos em curso, o Amazonas reforça sua posição de protagonismo na transição energética e no avanço de práticas mais alinhadas às exigências ambientais globais, posicionando-se como referência no uso responsável dos recursos naturais.
A nova usina vai fornecer energia elétrica para alimentar diretamente os três guindastes Konecranes em operação no porto Super Terminais. Os equipamentos são os primeiros guindastes elétricos do mundo e referência em eficiência energética, permitindo uma redução significativa nas emissões e maior segurança nas operações. O abastecimento será feito por tubulações subterrâneas, eliminando a necessidade de transporte rodoviário de diesel e o tráfego de caminhões na região.
O projeto inclui a construção de 3,5 quilômetros de gasoduto, com capacidade de fornecimento de até 12 mil metros cúbicos de gás natural por dia. A expectativa é de que o novo modelo reduza em aproximadamente 17 mil toneladas as emissões de CO² por ano nas operações do terminal. As obras têm prazo estimado de 12 meses para conclusão.
“Esse projeto começou há dois anos, com a nossa parceria da Cigás com o Governo do Amazonas. Nós queremos que esse pioneirismo traga exemplos para o Amazonas, para as outras indústrias, aos outros portos, que todos possam abraçar essa ideia de utilizar energias renováveis. Nosso objetivo é colaborar com as iniciativas do governo e trazer sempre novidades”, afirmou o diretor-presidente da Super Terminais, Marcello Di Gregório.
Fonte: Cigás / Comunicação
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