Segundo levantamento da CCEE, as migrações para o mercado livre de energia no Brasil cresceram 26% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2024. Ao todo, mais de 13,8 mil unidades consumidoras aderiram ao ambiente de contratação livre até junho deste ano. No primeiro semestre no ano passado foram 10,9 mil novas unidades. Entre os estados, São Paulo teve o maior número de migrações, com 4,1 mil. Na visão da CCEE, o número reflete o amadurecimento do mercado e o crescimento no interesse dos consumidores por alternativas mais competitivas de contratação de energia. O segundo estado com mais adesões é o Paraná, com 1,6 mil novos clientes, aumento de 135% com relação ao período de janeiro a junho de 2024. O estado é seguido por Minas Gerais (1,2 mil migrações), Rio Grande do Sul (988) e Santa Catarina (630). De acordo com a CCEE, estados fora das regiões mais industrializadas do país, como Mato Grosso, Amazonas, Maranhão e Rondônia, também registraram altas expressivas.
Confiança
Segundo o presidente do conselho de administração da instituição, Alexandre Ramos, o ritmo das migrações reflete a confiança dos consumidores. “Na CCEE, temos investido fortemente em tecnologia e inovação para garantir um processo cada vez mais simples, seguro e acessível”, disse Ramos. “Estamos prontos para uma possível abertura total do mercado, com uma governança preparada e infraestrutura tecnológica capaz de atender com eficiência todos os que quiserem ingressar no segmento,” completou. No ambiente de contratação livre, o consumidor pode escolher de quem vai comprar a energia. Atualmente, esse mercado está restrito à média e alta tensão. A abertura do mercado para todos os consumidores está prevista na medida provisória 1.300/2025, ainda em análise pelo Congresso Nacional. A previsão do é que esse modelo esteja disponível para a indústria e o comércio a partir de março de 2027. Para os demais consumidores, a abertura será um ano depois.
Setor de serviços lidera migrações para o mercado livre de energia
As migrações para o mercado livre de energia no primeiro semestre do ano foram lideradas pelo setor de serviços, responsável por mais de 4,4 mil novas unidades, crescimento de 64% em comparação ao mesmo período de 2024. O setor é seguido pelo comércio, com 2,9 mil novas unidades, e por atividades ligadas a alimentícios, com 1,4 mil.
Fonte: Eixos
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