A Prefeitura de Ribeirão Preto está programando uma visita à cidade de Bogotá, na Colômbia, para avaliar a viabilidade de adotar veículos a biometano e gás natural. A informação foi divulgada pelo prefeito do município do Noroeste Paulista, Ricardo Silva, no 67º Congresso Estadual dos Municípios, realizado de 26 a 28 de agosto em São Paulo. Segundo ele, Ribeirão Preto já conta com recursos do PAC para investimentos em mobilidade urbana e tem o compromisso com a redução das emissões de gases poluentes e com a busca por soluções sustentáveis, incluindo o ônibus a biometano. “Queremos ir a Bogotá para conhecer como essa frota é operada. O que mais queremos é que os empresários [das concessionárias de transporte público] enxerguem esse modelo funcionando na prática. Há uma preocupação sobre viabilidade econômica. O mais difícil nós já temos que é o dinheiro liberado pelo PAC. Estou convicto que isso é muito viável e que Ribeirão Preto vai dar passo decisivo”, disse Silva, durante painel sobre Logística de Baixo Carbono realizado dia 26.
De acordo com outro participante do painel, o CEO da Necta, José Eduardo Moreira, o plano de expansão da companhia propõe conectar Ribeirão Preto com as usinas sucroenergéticas da região que planejam investir na purificação de biometano. A distribuidora já tem a experiência de abastecer indústrias e residências em Presidente Prudente com biometano. A meta é integrar 46 produtores à rede da concessionária. “É uma região única. Nenhum estado do país tem uma concentração tão grande de plantas”, afirmou Moreira. A estimativa é que o Noroeste Paulista, segundo estudo da Fiesp em parceria com o governo de SP, possa alcançar a produção de aproximadamente até 6 milhões de metros cúbicos/dia de biometano.
O projeto da Necta é fazer a interconexão com as redes das demais concessionárias paulistas, Comgás e Naturgy, para que o gás renovável possa atender à demanda desses mercados consumidores. “Quando se destrava um volume tão grande quanto esse não dá para ficar restrito à área de concessão”. Moreira também vê espaço para descarbonizar frota pesada com investimentos em formação de corredores logísticos com infraestrutura para abastecimento a gás natural. “Há um potencial de descarbonização da própria logística do agronegócio. O mundo inteiro está fazendo isso. São quase 200 mil veículos a gás rodando nos Estados Unidos, 400 mil na Europa e quase 1 milhão na China. No Brasil já são 2200 veículos e por São Paulo passam 600.000 veículos diariamente”, finalizou.
Fonte: EnergiaHoje
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