Segundo o diretor comercial da Edge, Guilherme Mattos, o gás natural e o biometano podem ser misturados, de forma análoga ao que já ocorre com o diesel (biodiesel) e com a gasolina (etanol), para ampliar a oferta do combustível renovável. O executivo reconheceu que ainda há deficiência de infraestrutura de abastecimento fora dos grandes centros. “Temos trabalhado na pauta do GNL, que tem uma mobilidade mais facilitada. A Edge tem também investido numa infraestrutura avançada para poder ter o abastecimento para o interior do Brasil”, afirmou. Segundo Mattos, o debate do seminário foi muito importante porque é necessário encontrar solução para um dos principais gargalos da logística nacional: a ausência de estruturas de combustíveis limpos para o transporte de cargas do agronegócio.
A estratégia da organização foca no GNL como forma de levar o combustível a regiões sem gasodutos e como solução de transição. Mattos também declarou que a criação de um mercado líquido para o “atributo ambiental” do biometano, dentro da cadeia de créditos de carbono, será um “facilitador” para a expansão do seu uso. A Edge, controlada pela Cosan e criada em 2024, atua como comercializadora de gás e em projetos de infraestrutura estratégica, como o terminal de regaseificação em Santos (SP) e uma planta de biometano em Paulínia (SP)
Fonte: Poder 360
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