Quatro anos após a sanção da Nova Lei do Gás, o setor de transporte de gás natural no Brasil ainda busca avançar com investimentos. No painel “Abertura do mercado e avanços regulatórios para expansão da rede de transporte”, realizado durante a Rio Pipeline & Logistics, os CEOs das principais transportadoras — Erick Portela Pettendorfer (NTS), Jorge Hijjar (TBG) e Tomaz Guadagnin (TAG) — destacaram os progressos obtidos até agora e reforçaram a necessidade de segurança jurídica e de um marco regulatório sólido. “Tivemos grandes transformações desde 2021, com o aumento exponencial no número de contratos, impulsionado pela integração entre transportadoras”, afirmou Erick Portela Pettendorfer, CEO da NTS. O diretor-presidente da TBG, Jorge Hijjar, mencionou o biometano como uma nova fronteira de atuação e informou que a empresa já recebeu 17 cartas de intenção de produtores interessados em injetar o gás renovável na malha. Já Tomaz Guadagnin, CEO da TAG, ressaltou a relevância do diálogo entre agentes do setor e do fortalecimento do modelo regulatório. “Vivemos um processo de abertura muito intenso, hoje temos 400 contratos. Mas precisamos aumentar ainda mais a liquidez do mercado”, disse.
No painel “Gás Natural no Brasil como combustível de transição energética e os desafios do licenciamento”, especialistas discutiram a necessidade de novos investimentos em infraestrutura e os entraves ambientais. A gerente-executiva da ATGás, Claudia Souza, destacou que o Plano Coordenado de Desenvolvimento do Sistema de Transporte prevê R$ 50 bilhões em projetos de novos dutos, estações de compressão e pontos de entrega. Já o chefe de Serviço de Estudos e Projetos Estratégicos do INEA, Breno Pantoja, defendeu a criação de um processo específico de licenciamento ambiental. Já Leonardo Teixeira, analista do IBAMA, afirmou que a variável ambiental deve ser incorporada em todas as etapas do projeto. “Esse processo elimina gargalos e reforça a agenda climática”, disse. Por fim, o presidente da CETESB, Thomaz Toledo, ressaltou a contribuição do gás natural para a qualidade do ar e para o controle da poluição, mas também apontou desafios relacionados ao cumprimento de prazos e à capacidade dos órgãos ambientais.
Fonte: PetroNotícias
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