O governo soltou nesta semana o decreto do biometano para regular o Programa Nacional de Descarbonização no âmbito do uso do gás natural. A medida é vista como um avanço ao incentivar o uso do gás produzido a partir de resíduos orgânicos e reduzir as emissões de carbono. O decreto prevê multas que podem chegar a 50 milhões de reais para a indústria que não chegar a 10% do uso de biometano. A empresa também terá que emitir Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB), que também não sairá de graça. O fantasma dos custos tem assustado a indústria. “A imposição de metas obrigatórias para produtores e importadores de gás natural tende a repercutir no custo final do insumo, podendo encarecer a matriz energética utilizada por indústrias de grande consumo, como as químicas, cerâmicas e siderúrgicas”, explica Renato Fernandes de Castro, sócio do Almeida Prado Hoffmann Advogados e especialista em energia. “São segmentos altamente sensíveis a variações de preço do gás natural, cujas margens de competitividade internacional já são estreitas. O risco de aumento de custos sem a contrapartida de oferta suficiente de biometano permanece elevado”.
Fonte: Veja.com / blog da coluna Radar Econômico
Related Posts
Corredores verdes destravam o mercado de caminhões movidos a biometano
Os caminhões movidos a gás estão perdendo o caráter experimental que os caracterizavam nos idos de 2019, quando a Scania iniciou os primeiros testes. Com o avanço dos chamados corredores verdes (rotas com...
Knauf substitui parte do gás natural por biometano em fábrica de materiais de construção no Rio
A Knauf, fabricante de materiais de construção, vai substituir parte do seu consumo de gás natural por biometano na planta em Queimados (RJ), a partir deste mês. O biocombustível será fornecido pela Gás...

