O programa Gás do Povo exigirá um ajuste na margem das empresas que atuam no mercado de GLP, mas, ao fim, o aumento esperado nas vendas deve compensar, disse o diretor administrativo da Consigaz, Riad Kadri. Segundo ele, o saldo do programa é “bem positivo”. “Vai ter que ter uma flexibilidade, um esforço, mas no final, com [há] um acréscimo de venda, ele se ajusta dentro do contexto das empresas, e eu acho que acaba dando certo. Porque ele acrescenta uma venda maior, mas existe um esforço da empresa dela poder flexibilizar mais o preço e diminuir sua margem”. O governo federal lançou este mês o Gás do Povo — programa substituto do atual vale-gás — e promete garantir botijões de 13 quilos gratuitos a famílias de baixa renda em todo o país. O benefício vai contemplar 15,5 milhões de famílias, alcançando aproximadamente 50 milhões de brasileiros. A cobertura é quase três vezes superior à do atual vale-gás (o Auxílio Gás). O botijão será fornecido diretamente em revendas credenciadas, sem pagamento no momento da retirada. O valor de referência será calculado pelo MME e pela Fazenda a partir de dados da ANP, com preços diferenciados por estado.
Gás do Povo exigirá margem menor do setor de GLP, mas escala do programa compensa, diz Consigaz (Programa exigirá mobilização do setor)
Na avaliação de Kadri, mobilizar a cadeia revendedora será um desafio para o sucesso do programa. “Olha, tem que mobilizar bastante a rede de revenda, tem uma burocracia para a gente atender e fazer com que eles façam a adesão. E um investimento muito forte em botijões”, comentou. Nos municípios sem revendas cadastradas, distribuidores com participação mínima de 10% no estado devem assegurar o fornecimento do benefício. “Mas eu acho que a estrutura como um todo no Brasil ela já existe. São pequenos movimentos para atender alguns municípios onde ainda não existe essa revenda para atender o CadÚnico”, ressalvou.
Fonte: Eixos / Liquid Gas Week
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