Para a Stone X, o consumo de gasolina C (com mistura de etanol) no Brasil deverá crescer 0,7% em 2026 ante 2025, totalizando 46,6 bilhões de litros, em uma desaceleração ante previsão de avanço de 4,4% no ano atual para um volume recorde. “O movimento reflete a moderação da demanda total por Ciclo Otto (gasolina e etanol), a recuperação da competitividade do etanol hidratado e fatores como o reajuste do ICMS em R$0,10 por litro e a expansão da oferta de etanol de milho”, disse a consultoria em relatório. A demanda por gasolina A (pura), por sua vez, deve recuar para 32,6 bilhões de litros em 2026, influenciada pela mistura de 30% de etanol na gasolina, que passou a vigorar em agosto –antes, a mescla era de 27%, demandando mais o combustível fóssil. O cenário para a demanda do etanol hidratado, que concorre com a gasolina C, é mais positivo, com uma previsão de recuperação do consumo em 2026 em meio ao aumento da produção do biocombustível de milho.
No que diz respeito ao mercado do Ciclo Otto (etanol e gasolina), o consumo deverá crescer 1,5%, para 61,7 bilhões de litros, um recorde. A StoneX reduziu a expectativa de crescimento nas vendas de gasolina C no Brasil em 2025, vendo agora um aumento de 4,4%, para 46,33 bilhões de litros — ante alta de 5% previamente. O desempenho de vendas de gasolina C em 2025 para um volume recorde tem sido sustentado por uma paridade mais favorável em relação ao etanol hidratado, além do crescimento do consumo de combustíveis leves. De acordo com a consultoria, o consumo de etanol hidratado no Brasil somou 15,7 bilhões de litros até setembro, uma queda de 2,3% frente a 2024 devido à menor produção de etanol de cana, o que elevou os preços.
Fonte: Trading View / Reuters
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