A Abegás defende a inclusão do gás natural no Projeto de Lei 278/26, que institui o Redata e que deve ser levado à votação semana que vem no Senado.
A entidade manifestou apoio à Emenda 22 ao PL, apresentada pelo senador Laércio Oliveira (SE), que inclui formalmente o gás entre as fontes aptas ao suprimento energético dos datacenters beneficiários do regime especial de tributação. O senador Cid Gomes (CE) foi escolhido para a relatoria da matéria.
A inclusão, argumenta a entidade, garante previsibilidade de custos, reduz o risco operacional e assegura aos investidores uma opção competitiva e firme. “Não vejo outro caminho para garantir a segurança energética sem viabilizar o gás natural”, diz Marcelo Mendonça, diretor da Abegás.
O executivo destaca que a flexibilidade máxima permitida na operação de data centers é de apenas 0,013% de interrupção no fornecimento, o que equivale a menos de cinco minutos de oscilação em um ano inteiro. Ele aponta que países como os Estados Unidos têm montado termelétricas especificamente para ancorar a demanda energética de suas infraestruturas digitais.
“Longe de competir com as fontes renováveis, o gás natural oferece o lastro necessário para viabilizar a operação contínua dos datacenters, abrindo caminho também para o desenvolvimento do biometano, que será diretamente beneficiado com a expansão da infraestrutura logística do gás e com o aumento da demanda”, conclui o diretor da Abegás.
No começo do mês, a Abegás e mais 11 frentes parlamentares e 34 organizações da indústria, infraestrutura e energia publicaram um manifesto conjunto direcionado à Alcolumbre pedindo que o PL fosse pautado como prioridade.
Sem essa política de incentivo, o manifesto das frentes parlamentares e organizações signatárias estima que a instalação de um datacenter no Brasil possa chegar a ser 26% mais onerosa do que nos Estados Unidos e 35% superior à do Chile.
Fonte: EnergiaHoje
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