O Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP) já opera com uma nova balsa de apoio marítimo, no canal de navegação do Porto de Santos. A embarcação foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e é utilizada para o transporte de caminhões-tanque até o navio-tanque Höegh Giant, onde ocorre o carregamento do gás natural liquefeito (GNL). A autorização foi publicada na última quinta-feira, no Diário Oficial da União (DOU).
O TRSP fica em frente à área da Alemoa e ao lado da Ilha de Bagres, fora da poligonal do Porto de Santos. Pertence à Edge, empresa do Grupo Cosan, e foi autorizado a operar comercialmente em 2024.
Solução
Segundo a Edge, a balsa integra uma solução logística desenvolvida para o fornecimento de gás natural ao mercado off-grid. Nesse modelo, os caminhões passam a transportar o gás, ainda na forma liquefeita, até municípios e regiões não atendidos pela malha de gasodutos. O energético será utilizado por indústrias e empresas de transporte que hoje dependem de combustíveis como diesel, GLP e óleo combustível. De acordo com a empresa, o objetivo é oferecer uma alternativa energética mais competitiva e de menor intensidade de carbono.
“Em parceria com empresas globalmente especializadas nesse tipo de operação, a iniciativa utiliza uma balsa de apoio marítimo para o transporte de caminhões criogênicos até a Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU), onde ocorre o carregamento do GNL. Após o abastecimento, os caminhões seguem por rodovia até as unidades consumidoras”, informou a companhia em nota.
A empresa reforça que a “solução integra a agenda de crescimento da Edge para ampliar o acesso ao gás natural no Brasil e contribuir para uma matriz energética mais competitiva e de menor intensidade de carbono”.
Conforme o documento de autorização da ANP publicado no DOU, abalsa tem capacidade de dez carretas de GNL, de 58 metros cúbicos (m³) cada. A embarcação irá operar atracada ao navio tanque Höegh Giant (que é a FSRU). Essa embarcação fica conectada a uma estrutura física.
Atualmente, o TRSP produz 14 milhões de m³/dia, que são distribuídos no estado de São Paulo, abastecendo, inclusive, a Baixada Santista. O terminal pode armazenar 173 mil m3 de GNL, que se traduz em 103 milhões de m³ de gás natural.
Segundo a agência reguladora, a manutenção da autorização está condicionada ao cumprimento de exigências técnicas que deverão ser atendidas em até 90 dias a partir da publicação do ato.
Entre os condicionantes estão o envio de atestado de comissionamento a quente, a matriz de operações simultâneas e demais documentos técnicos previstos em parecer específico da área técnica da ANP.
A autarquia também esclarece que a autorização poderá ser cancelada caso não sejam mantidas as condições técnicas que fundamentaram a outorga.
Fonte: A Tribuna (Santos/SP)
Related Posts
Maior oferta de GNL poderá impulsionar demanda de gás em 2026
O crescimento da oferta de GNL será de mais de 7% em 2026, e isso poderá impulsionar uma alta na demanda global de gás natural, estimou a International Energy Agency (IEA) no relatório trimestral do mercado...
Terminal de regaseificação de GNL entra no terceiro ano de operação
O Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP) entrou no terceiro ano de operação na região, produzindo 14 milhões de m³ de gás natural por dia. A produção é distribuída no Estado de São Paulo,...

