O crescimento da oferta de GNL será de mais de 7% em 2026, e isso poderá impulsionar uma alta na demanda global de gás natural, estimou a International Energy Agency (IEA) no relatório trimestral do mercado de gás.
A agência internacional mostra que a América do Norte deverá responder pela maior parte do aumento, com EUA, Canadá e México responsáveis pelo crescimento de 85% da oferta de GNL neste ano.
Esse cenário da oferta de GNL em 2026 poderá provocar uma demanda maior por gás natural, de cerca de 2%, e impulsionado pela China e os mercados asiáticos emergentes.
Na região da Ásia-Pacífico deverá ter alta de 4% representando cerca de metade do crescimento da demanda global por gás. A demanda por gás natural deve permanecer amplamente estável na América do Norte, e deve diminuir 1% na América Central e do Sul.
Já na Europa, a expansão contínua das renováveis deve reduzir a demanda por gás em 2%. Na Eurásia, o consumo de gás deve aumentar 3,5%, assumindo um retorno às condições climáticas médias. A demanda de gás na África e no Oriente Médio juntos deve aumentar 3,5% devido ao aumento do uso de gás na indústria e no setor de energia.
Como foi o ano de 2025
Em 2025, a produção de GNL aumentou cerca de 7% (38 bilhões de m³), e três quartos do crescimento ficaram concentrados no segundo semestre. A planta de GNL da Plaquemines (Louisiana, EUA), sozinha, representou mais de 60% do aumento no fornecimento de GNL ao longo do ano.
Do lado da oferta, o setor ficou apertado no primeiro semestre. Embora o fornecimento global de GNL tenha aumentado 4% (ou 10 bilhões de m³) ano a ano no primeiro semestre de 2025, isso foi parcialmente compensado pela redução das entregas de gás canalizado russo e norueguês para a Europa.
No segundo semestre, a oferta de GNL aumentou para 10% (28 bilhões de m³), o que gradualmente amenizou as condições do mercado a partir de julho.
Apesar da incerteza macroeconômica, as decisões finais de investimento (FIDs) em usinas de liquefação de GNL permaneceram robustas em 2025. Mais de 90 bilhões de m³/ano de capacidade de liquefação de GNL receberam autorização, tornando 2025 o segundo ano mais forte para os FIDs de GNL, depois de 2019.
E o novo ciclo de investimentos tem como líder os EUA. No ano anterior, mais de 80 milhões de m³ de capacidade de liquefação de GNL atingiram o FID no país. A IEA prevê que a nova onda de projetos marque os EUA como o maior fornecedor mundial de GNL. A participação de mercado do país norte-americano no mercado global de GNL deve aumentar de cerca de 25% em 2025 para 33% até o final da década.
Preços do Henry Hub disparam após anúncio de frente fria nos EUA
O Serviço Meteorológico dos EUA anunciou, no último dia 21, que uma frente do Ártico provocará temperaturas abaixo de zero em partes do país. O fato causou alta de 55% nos preços futuros do Henry Hub.
No dia 15 de janeiro, o último ponto de baixa registrado no benchmark, o mercado fechou em US$ 3,128 milhões de unidades térmicas britânicas (Btu). E no dia 21, o mercado fechou em US$ 4,875 milhões de Btu.
A S&P Global informou que a demanda de aquecimento a gás dos EUA caiu na segunda metade de dezembro, com média de cerca de 38,7 bilhões de pés cúbicos/d à medida que as temperaturas se moderaram.
Nas primeiras semanas de janeiro, a demanda por aquecimento aumentou, e devem aumentar mais ainda no final do mês. Com a queda das temperaturas nas próximas duas semanas, a S&P Global Energy CERA prevê que a demanda de gás residencial e comercial atingirá mais de 66 bilhões de pés cúbicos e atingirá uma média de cerca de 59 bilhões pés cúbicos/d, acima da média dos últimos cinco anos.
Fonte: PetróleoHoje
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