O Fórum do Gás – Fórum das Associações Empresariais Pró-Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural terá como coordenador-geral para o mandato de 2026 o diretor de Relações Institucionais da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer), Luís Fernando Quilici. A escolha ocorreu em reunião ordinária realizada no dia 3 de março, quando também foi definida a agenda estratégica que deverá orientar a atuação do grupo ao longo do ano.
Passaram a compor a diretoria: Adriano Farias Lorenzon, da Abrace, como subcoordenador-geral; André Passos Cordeiro, da Abiquim, Mariana Amim, da Anace, e Lucien Belmonte, da Abividro, como coordenadores adjuntos; e Ana Aparecida Vieira, também da Abrace, como secretária-executiva.
O Fórum do Gás reúne associações empresariais que representam setores industriais intensivos em energia e atua como espaço de articulação técnica sobre temas estruturais desse mercado. Integram o Fórum do Gás as instituições: Abrace, Abraceel, Aspacer, Abiquim, Apine, Abal, Abraget, Abiogás, Abividro, Abiape, Anfacer, Anace, Abiclor, Cogen, CNI, ABPIP, Abemi, Findes e Firjan.
“O mercado de gás natural é decisivo para a competitividade da indústria brasileira. Nosso objetivo no fórum é contribuir para um ambiente regulatório estável, com ampliação da oferta, mais concorrência e maior previsibilidade de custos para o setor produtivo”, destacou Quilici, que substituiu André Passos Cordeiro (Abiquim), que coordenou o Fórum em 2025.
A nova diretoria assume em um momento decisivo para o mercado de gás natural, diante dos debates sobre aumento da oferta, revisão de estruturas tarifárias e consolidação do novo marco regulatório. Além disso, o cenário internacional tem sido marcado por instabilidades geopolíticas no Oriente Médio, incluindo tensões envolvendo o Irã, que influenciam a dinâmica dos mercados globais de energia e podem repercutir nos preços do gás e de seus derivados.
Entre as prioridades definidas para 2026 estão: a implementação do “Gas Release”, mecanismo destinado a ampliar a concorrência por meio da oferta compulsória de volumes por agentes dominantes; a revisão tarifária do transporte, que pode impactar diretamente o custo final do gás para a indústria; o aperfeiçoamento do tratamento tributário relacionado a créditos de PIS/Cofins; e os desdobramentos do programa Gás da União, voltado à ampliação da oferta a partir de volumes pertencentes ao governo federal.
A agenda inclui ainda: discussões sobre reinjeção e ampliação da oferta; integração gasífera regional envolvendo Bolívia, Argentina e Brasil; desenvolvimento do biometano no âmbito do Comitê de Monitoramento da Abertura do Mercado de Gás Natural (CGOB); e harmonização regulatória entre os Estados— tema considerado central para reduzir assimetrias e ampliar a competitividade industrial.
Fonte: EnergiaHoje
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