O GNL perdeu a sua reputação de “combustível acessível” com o bloqueio do Estreito de Ormuz e a destruição parcial da infraestrutura de liquefação do Catar, disse o diretor executivo da S&P Global Energy, Laurent Ruseckas. Ele cita que a nova guerra no Oriente Médio jogou o cenário de abundância de oferta no mercado global, com preços mais adequados para consumidores, num terreno ainda desconhecido. A recuperação da reputação do GNL como fonte de energia segura dependerá, por exemplo, da extensão dos conflitos e de seus impactos sobre a infraestrutura energética da região. O bombardeio iraniano às plantas de GNL do Catar, na semana passada, porém, adicionou um elemento extra de insegurança sobre o Oriente Médio como destino de investimentos em gás. “Quem poderá garantir que não acontecerá de novo?”, questionou. Agora, todas as análises precisarão passar por uma “revisão dramática”. Do lado da oferta, Ruseckas questionou quanto da capacidade atual de liquefação ativos será comprometida ao fim do conflito; e quantos projetos novos sairão do papel fora do Golfo. Já do lado da demanda, há muitas dúvidas sobre como as políticas energéticas, sobretudo na Ásia, se comportarão e se incentivarão ou não a substituição do gás por outros energéticos.
Fonte: Eixos / CERAweek
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