A Arsesp publicou, na última quinta (07), o estudo técnico “Projeto GSR 03 – Estudos para a definição e delineamento dos tipos de swap”, que analisa as operações de troca de gás natural e biometano entre agentes do setor e busca subsidiar a modernização da regulamentação vigente no Estado. A nota técnica servirá de base para a revisão da Deliberação Arsesp nº 1.105/2020, que estabelece condições e critérios para a troca de gás natural e biometano entre as redes de distribuição de gás canalizado no Estado de São Paulo.
Conhecidas como operações de swap, essas trocas permitem que o gás seja movimentado entre diferentes regiões e distribuidoras por meio da infraestrutura já existente, aumentando a flexibilidade operacional do sistema e facilitando o atendimento ao mercado consumidor.
O estudo foi elaborado diante das transformações recentes do mercado paulista de gás canalizado, que envolvem: a ampliação das interligações entre as redes de distribuição, o avanço do mercado livre de gás e o crescimento da produção de biometano no Estado. Atualmente, São Paulo possui três áreas de concessão de gás canalizado, operadas pela Comgás, Necta e Naturgy. A expansão das conexões entre essas redes passou a exigir mecanismos regulatórios mais claros para viabilizar operações de troca de gás entre as concessionárias e demais agentes do mercado.
Outro ponto analisado foi o crescimento da produção e consumo do biometano. Atualmente, parte relevante do potencial de produção está concentrada na área da Necta, enquanto o maior mercado consumidor se encontra na área da Comgás, o que reforça a necessidade de integração entre as diferentes regiões do sistema.
Segundo a Arsesp, o estudo também contribui para o fortalecimento do mercado livre de gás canalizado ao ampliar a flexibilidade comercial e operacional entre distribuidoras, comercializadores e usuários livres, favorecendo a concorrência e a entrada de novos agentes no setor.
Fonte: EnergiaHoje
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