O governo do Irã afirmou que o país perdeu cerca de 230 milhões de metros cúbicos de capacidade de produção de gás em consequência dos ataques sofridos durante a guerra contra os Estados Unidos. A informação foi divulgada pela porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, que também pediu à população que reduza o consumo de energia diante dos impactos sobre o abastecimento. Segundo Fatemeh, a queda na produção reduz tanto o fornecimento de gás às refinarias quanto o combustível destinado às usinas de geração de energia, razão pela qual o governo solicita economia de energia à população. “O próprio presidente tem dado o exemplo”, disse. A porta-voz afirmou ainda que o governo havia elaborado planos de contingência antes mesmo da posse do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que, em 13 de junho, delegou poderes especiais a grupos de trabalho, ministros e governadores para enfrentar a crise. Segundo Fatemeh, uma das prioridades do governo é preservar o emprego por meio de pacotes de apoio às empresas, embora tenha reconhecido que as medidas “não atendem necessariamente a todas as necessidades”. Ela acrescentou que o governo também busca garantir o abastecimento de bens essenciais, fortalecer a rede de proteção social e ampliar a resiliência econômica e social do país. Em outra declaração, a porta-voz afirmou que o governo continuará fortalecendo as forças armadas “por todos os meios que considerar necessários”. Ela elogiou os militares iranianos pela atuação durante o conflito e declarou que, apesar dos danos sofridos, “é absolutamente impossível que o Irã seja derrubado”.
Fonte: Eixos
Related Posts
Guerra no Oriente Médio provoca ajuste do custo do gás natural
A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (AGERGS) aprovou a atualização da conta gráfica do gás natural, mecanismo regulatório que registra as diferenças entre os...
Leilão do gás da União, sem Petrobras, pode ajudar a desenvolver mercado spot, diz Antônio Guimarães
O leilão do gás natural da União deveria deixar a Petrobras de fora de sua estrutura, para garantir a desconcentração do mercado, defende o CEO da Bolsa Brasileira de Gás Natural e Biometano (BBGN), Antônio...

