O desenvolvimento do setor de biogás tem o potencial de interiorizar a produção de inovação no Brasil, na visão do CEO da Gás Orgânico e diretor da vertical de energia da Associação Catarinense de Tecnologia e Inovação (Acate), Giovane Rosa. “Você tem um potencial de interiorização muito grande de tecnologia também. Então a gente também consegue ter polos de tecnologia no interior do Brasil, em outras regiões que não as metrópoles. Isso ainda não está muito explorado”. Ele cita que as fundações de amparo a pesquisas estaduais têm ampliado o foco no setor de biogás, mas destaca que o país precisa olhar mais para o tema como política de Estado. E que o mandato do biometano, criado pela lei do Combustível do Futuro, abre espaço para desenvolvimento de tecnologias de rastreabilidade como blockchain – sobretudo diante dos desafios inerentes a um país continental como o Brasil, com carências de infraestrutura e de comunicação. “Quando a gente olha nas entrelinhas da lei, percebe-se uma preocupação declarada sobre a origem do biogás, a origem dos certificados, como certificar isso, ter uma garantia que o biogás foi gerado numa forma correta. Você ter uma accountability bem feita. E aí abre um espaço bem legal para algumas temáticas que a gente já tá vendo, percebendo, que é infraestrutura de blockchain, conseguir rastrear os dados e informações, poder monitorar a aplicação”, completou.
Fonte: Eixos
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