Dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que as distribuidoras de gás de cozinha vêm segurando o repasse de corte no preço promovido pela Petrobras em janeiro.
De acordo com levantamento da agência, o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de botijão) nas refinarias caiu 4,95% entre o início do ano e o dia 10 de fevereiro –último dado disponível.
O valor cobrado pelas distribuidoras, porém, subiu 1,39% no mesmo período. São elas que envasam o GLP em botijões e entregam às revendedoras.
No dia 18 de janeiro, após meses de alta expressiva, a Petrobras anunciou uma revisão em sua política de preços para o GLP e um corte de 5% nas refinarias.
Segundo os dados da ANP, o valor cobrado pelas refinarias começou a cair a partir de 6 de janeiro.
Não houve, porém, queda nos preços praticados pelas distribuidoras. Ao contrário, o preço médio verificado pela ANP mostra aumento nas semanas seguintes ao corte da estatal.
“Quando o preço sobe, eles aumentam imediatamente. Mas isso não acontece quando o preço cai”, diz José Luiz Rocha, que preside a Abragás (entidade que representa sindicatos de revendedores).
Quatro empresas –Ultragaz, Liquigás, Nacional Gás e Supergasbrás–controlam 85% das vendas.
O Sindicato das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás) diz que a análise dos dados da ANP mostra que o segmento teve dificuldades para repassar os aumentos de preços da Petrobras durante o ano de 2017.
Segundo a entidade, nos 12 meses encerrados em janeiro, a margem de lucro das distribuidoras caiu 17,9%.
Fonte: Folha de S.Paulo
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