Os preços do petróleo fecharam em queda acentuada na segunda-feira (16), pressionados pela perspectiva de ampliação da oferta global da commodity.
Os contratos do petróleo WTI para setembro fecharam em baixa de 4,11%, a US$ 67,07 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para o mesmo mês recuou 4,63%, a US$ 71,84 o barril na ICE, em Londres. O benchmark global Brent fechou hoje em queda acumulada de 9,97% em relação ao seu pico mais recente, de US$ 79,80 no dia 23 de maio.
Analistas dizem que o retorno da oferta da Líbia, a possibilidade de a Rússia concordar com um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar ainda mais a produção e de que o governo americano isente certos países das sanções sobre o Irã puxaram para baixo os preços nesta segunda-feira.
Mais cedo, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que os EUA estão dispostos, “em determinados casos”, a considerar isenções para países que precisem de mais tempo para reduzir as suas importações de petróleo do Irã, pressionando os preços da commodity.
Em meio à intensificação das preocupações com o aumento da oferta, houve relatos da mídia na sexta-feira (13) de que o governo Trump está avaliando se usa suas reservas estratégicas de petróleo. “O governo está sob pressão crescente devido à alta dos preços da gasolina, com os preços médios subindo quase 16% desde o começo do ano”, disseram analistas do ING.
Com tantos sinais de fornecimento conflitantes no mercado, os traders estão tentando pesar a quantidade de capacidade disponível enquanto analisam dados que mostram estoques em queda, disseram analistas. “Existe a idéia de que o governo Trump está tentando administrar o preço e tentar jogar com a Rússia, o Irã e os sauditas ao mesmo tempo”, disse Chris Kettenmann, estrategista-chefe de energia da Macro Risk Advisors, sediada em Nova York. “Vai demorar um pouco mais para se resolver isso.”
Desaceleração chinesa
Os investidores também reagem à notícia de que a expansão econômica da China desacelerou no segundo trimestre, prejudicada pela desalavancangem do crédito, mesmo antes do crescimento ter sentido o impacto da briga comercial com os EUA. Uma desaceleração econômica poderia diminuir a demanda por petróleo e outras commodities.
Fonte: Valor Online
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