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Distribuidoras do Rio terão de adotar plano de contingência em caso de falta de gás

A Ceg e a Ceg Rio, distribuidoras de gás do Rio de Janeiro, terão de adotar medidas de contingência, incluindo prioridades de abastecimento do combustível, em caso de racionamento de gás em função da diminuição da produção ocasionada pelo campo de Mexilhão, na Bacia de Santos. A ação está prevista em uma resolução da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio (Agenersa), que fará ainda uma audiência pública, no dia 15/8, para tirar dúvidas de interessados sobre o tema.

Entre as medidas previstas estão o relato imediato sobre interrupção no fornecimento à Agenersa e a adoção de planos de contingência para mitigar possíveis danos por uma eventual falta do gás.

Em caso de necessidade de racionamento em suas áreas de concessão, as distribuidoras devem privilegiar as categorias para o abastecimento de gás na seguinte ordem: hospitais, escolas, prédios públicos, aeroportos e demais serviços essenciais; residências; comércio; abastecimento veicular; indústrias; e, por último, as termelétricas.

Sobre o caso das térmicas – fundamentais para garantir o abastecimento de energia com falta de águas nos reservatórios das hidrelétricas –, a Agenersa informou que o contrato de concessão das empresas estabelece o atendimento prioritário à população do estado.

O estado do Rio não conta com o gás importado da Bolívia, sendo totalmente dependente da produção nacional – uma vez que o terminal de gás natural liquefeito (GNL) não vinha sendo utilizado pela Petrobras e só será reativado agora com o planejamento da petroleira no atendimento ao mercado com a parada de Mexilhão.

A parada de Mexilhão, anunciada pela Petrobras no último dia 25/7, possibilitará a interligação submarina de novo trecho do gasoduto Rota 1 ao existente. A melhoria na rede de escoamento permitirá a separação da produção de gás do pré-sal e do pós-sal e a entrega do energético na unidade de tratamento de Caraguatatuba (SP). Até o próximo dia 6/9, serão adotadas medidas como o aumento da importação de gás natural liquefeito (GNL), por meio do aumento da capacidade de regaseificação do terminal da Bahia, de 14 milhões de m³/dia para 20 milhões de m³/dia.

Fonte: Brasil Energia Online

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