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China deve responder por 50% da demanda global de GNL

Em previsão de mercado ajustado, Brasil pode pagar mais caro pelo combustível importado para uso em térmicas

Com a recuperação do setor de petróleo e gás da região da Ásia-Pacífico nos próximos meses, a demanda de gás natural liquefeito (GNL) na Ásia deve continuar a crescer de forma consistente. Esse aumento é puxado, principalmente, pela China, cuja demanda alcançou 8 milhões de toneladas no ano passado impulsionada pela substituição do uso do carvão por gás para fins de geração de energia. A previsão é que a compra de GNL pelo país chinês atinja 12 milhões de toneladas, respondendo a 50% do crescimento da demanda global do combustível, de acordo com relatório da consultoria Wood Mackenzie.

Até 2030, a projeção é que demanda na região cresça 60%. Diante desses sinais, o estudo aponta para a necessidade de os supridores responderem a essa ampliação por meio da entrada em operação de novas unidades de liquefação. Essas novas unidades estão previstas para entrar em operação no próximo ano em países como a Rússia, Catar, Moçambique e Estados Unidos, por exemplo.

De acordo com o diretor analista para a área de Gás e GNL para a América Latina do escritório, Mauro Chavez, é esperado que o mercado global de GNL fique mais balanceado para os próximos anos, entre 2020 e 2024, devido ao aumento da demanda por parte do mercado asiático e também por parte do europeu. “Essa projeção é diferente  das expectativas que se tinham antes de sobreoferta para este período”, complementou.

Também pesam nessa previsão a questão dos preços de GNL no mercado spot. A partir de junho, esses preços refletiam um mercado mais ajustado, puxado pela demanda asiática. Além disso, se for observado um inverno de temperaturas mais frias no Hemisfério Norte – fator que eleva o consumo de gás -, os preços de GNL podem refletir uma dinâmica de paridade com o preço do petróleo.

GNL relevante

No caso brasileiro, o país acaba tendo de arcar com preços que variam entre US$ 10 e US$ 12 por milhão de BTU. Segundo Chavez, esse tipo de combustível será relevante para o Brasil balancear o mercado de gás. No entanto, a conjuntura de preços de GNL em um mercado mais ajustado pode fazer com que o combustível se torne mais caro para térmicas a gás contratadas em leilões de energia nova. Por isso, considera ele, a tomada pública de contribuições, aberta pela ANP e EPE, que prevê a substituição do GNL por gás doméstico nos futuros contratos de fornecimento de combustível para estas térmicas se torna necessária para evitar impactos nos preços do GNL e, consequentemente, nas tarifas.

 

Fonte: Brasil Energia Online

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