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Engie acredita em retomar processo de compra da TAG

A Engie Brasil Energia (EBE) espera retomar neste ano as negociações com a Petrobras para a aquisição da Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária da estatal dona de uma rede de gasodutos de aproximadamente 4,5 mil km de extensão nas regiões Norte e Nordeste do país.

“Muito provavelmente esperamos retomar com a Petrobras a discussão”, disse o presidente da EBE, Eduardo Sattamini, ao Valor.

A holding Engie do Brasil e a EBE apresentaram a melhor oferta no processo de venda da TAG. As duas empresas estavam tratando da negociação de termos e condições de contrato com a Petrobras, quando a operação foi suspensa por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, em julho, que proíbe estatais de venderem subsidiárias sem aprovação do Legislativo.

Negociação foi suspensa em julho por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski Caso os impedimentos judiciais sejam solucionados, ao fim do processo de negociação do contrato, será dado conhecimento do assunto aos demais ofertantes do processo de venda da TAG. Eles terão oportunidade de fazer novos

lances pelo negócio, com base nos novos termos negociados entre Petrobras e Engie, dentro de um prazo a ser estipulado pela petroleira.

De acordo com estimativas de mercado, a Petrobras pode arrecadar entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões com a venda. A TAG é um dos principais projetos do plano de desinvestimentos da estatal, que prevê levantar R$ 26,9 bilhões com venda de ativos entre 2019 e 2023.

Segundo Sattamini, além da TAG, a EBE está atenta a novas oportunidades de aquisições no setor elétrico neste ano. “A TAG já está tomando atenção grande. Obviamente que, se fecharmos [a compra da TAG], vamos precisar de um grupo que vai assumir a companhia. E aí vamos estar com a área de desenvolvimento olhando novas oportunidades, sejam elas ‘greenfields’ de linhas de transmissão e usinas ou ‘brownfield’, ou seja linhas de transmissão ou usinas de terceiros que sejam vendidas”.

O executivo também disse esperar para fevereiro a aprovação no Congresso do projeto de lei (PL) que prevê a solução para o problema do risco hidrológico (GSF), que ainda gera inadimplência de R$ 7 bilhões nas liquidações do mercado de curto prazo. O PL já passou pelo Senado. Caso seja aprovado na Câmara, restará somente a sanção presidencial.

A ideia central do PL é propor às geradoras abrirem mão das liminares que possuem contra as despesas do GSF. Em contrapartida, elas podem diluir as despesas em extensão do prazo de concessão das usinas.

“O que nós escutamos e conversamos com os potenciais assessores do ministro [de Minas e Energia, Bento Albuquerque] é que ele deve ir nessa direção. É a maneira mais fácil, já está pronta [a solução]. Já tem um PL em votação. É uma questão de retomar a votação no Congresso no início de fevereiro”, afirmou Sattamini.

O executivo, que esteve na cerimônia de posse do novo ministro, na semana passada, em Brasília, pretende futuramente fazer uma visita institucional a Albuquerque.

Na última semana, a EBE recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para operar comercialmente o primeiro parque do complexo eólico de Umburanas Fase I (BA), adquirido da Renova Energia, em 2017, por R$ 15 milhões.

Situado a 420 km de Salvador, o primeiro parque possui 22,5 megawatts (MW) de capacidade. O complexo terá potência instalada de 360 MW. A expectativa é que o empreendimento seja concluído até o fim do primeiro semestre.

Em 2019, a EBE prevê investir cerca de R$ 2,4 bilhões nos projetos já com contrato de concessão de geração e transmissão.

O valor é 35% inferior ao aportado no ano passado, de R$ 3,7 bilhões. Os principais projetos em andamento são Umburanas, o complexo eólico Campo Largo II, de 360 MW, também na Bahia, as termelétricas a carvão Pampa I e II, em Candiota (RS), e um conjunto de linhas de transmissão, de mais de 1 mil km no Paraná.

Segundo Sattamini, o valor de investimentos neste ano pode aumentar, caso a companhia feche novas aquisições de empresas e projetos.

 

Fonte: Valor Econômico

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