Uso do insumo já é largamente utilizado por países na Europa; no Brasil, o consumo poderia ser ampliado através do transporte público
Diante da necessidade de reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa, cresce a busca por alternativas para substituir os veículos movidos a diesel no transporte urbano em diversos países. Uma dessas possibilidades é o uso do gás natural como combustível para estes veículos. Na Espanha, por exemplo, a cidade de Madri já vem adotando o insumo como combustível para os ônibus urbanos. Hoje, a frota municipal de transporte conta com cerca de 2 mil veículos a gás.
No Brasil, a utilização do gás no transporte ainda é uma solução ainda distante. A maior parte do combustível hoje é usado na forma de gás natural veicular (GNV) para veículos leves, por meio da colocação do cilindro e adaptação do carro para uso deste combustível. O mercado brasileiro consome, atualmente, algo em torno de 5 milhões de m³/dia de gás, sendo que a maior parte da demanda está concentrada no Rio de Janeiro.
Dados da Abegás mostram que a oferta de gás pode duplicar em até dez anos, abrindo campo para o aproveitamento do gás veicular. Há potencial para que o aumento da demanda por GNV, incluindo o uso de veículos leves e pesados, aumente em 3,5 vezes até 2030, saindo de 4,8 milhões de m³/dia em média, em 2016, e podendo chegar a 7,8 milhões de m³/dia em 2030 para carros de passeio.
Em Madri, o subdiretor geral de Energia e Mudanças Climáticas da prefeitura, Luís Tejero, explica que a cidade usa o gás natural liquefeito (GNL) desde 1995 como alternativa, incluindo o planejamento do uso e a efetivação do plano.
Desde 2010, diz ele, a cidade tem trabalhado na expansão da rede de abastecimento como forma de melhoria do serviço, além de parcerias com empresas de gás do país para incentivar a expansão da utilização do gás.
Fonte: Brasil Energia
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