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Consumo de gás crescerá 114% entre 2017 e 2040, diz relatório

BP Energy Outlook 2019 projeta ainda que aumento da produção será de 129%, mas país permanecerá sendo importador líquido

O consumo de gás no Brasil crescerá 114% entre 2017 e 2040, saltando de 38 bilhões de m³ para 82 bilhões de m³, ampliando a participação do combustível no mix de consumo do país, segundo o BP Energy Outlook 2019, divulgado nesta quinta-feira (14/2). Com isso, a participação do gás na matriz passará de 11% para 15% do total, com uma taxa de crescimento anual de 3,4%.

No entanto, até o fim do horizonte de pesquisa do estudo, o país continuará sendo importador líquido de gás. Atualmente, o Brasil tem um acordo de importação de até 30 milhões de m³/dia da Bolívia, além dos volumes variáveis que chegam ao país por meio do gás natural liquefeito (GNL).

Com relação à produção, o aumento deverá ser de 129%, passando de 28 bilhões de m³, em 2017, para um patamar esperado de 63 bilhões de m³, em 2040, e uma taxa de crescimento de produção de 3,7% ao ano.

Mundo

Enquanto no Brasil o consumo de gás crescerá a um ritmo de 3,4% ao ano e a produção, a 3,7% ao ano, no panorama internacional esse aumento se dará de forma mais robusta, fazendo com que esta fonte ultrapasse o carvão até meados da década de 2020 e alcance o petróleo já no fim da década. Como comparativo, a participação do carvão cairá de 28% para 20%, enquanto o petróleo sairá de 34% para 27%. A projeção corrobora o discurso no setor de que o gás é a fonte de energia de transição da era dos combustíveis fósseis para as tecnologias renováveis.

Nesse cenário, despontam Estados Unidos, Rússia e países do Oriente Médio que, somados, passarão a responder por 60% do aumento da produção de gás, que passará de um total de 3,6 trilhões de m³ para 5,3 trilhões de m³, passando de uma participação mundial de 23% para 26% e uma taxa de crescimento anual de 1,7%.

O gás natural liquefeito (GNL) ganha cada vez mais espaço, de acordo com o estudo da BP, e no fim do horizonte de pesquisa a perspectiva é que esse meio de envio da molécula se torne o principal, deixando para trás o transporte interregional por dutos, como ocorre hoje na Europa.

 

Fonte: Brasil Energia

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