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Petróleo conclui semana em forte alta com sinais de menor oferta

Os preços do petróleo fecharam em expressiva alta na sexta-feira (15), alcançando os maiores níveis em três meses, em meio ao bom humor nos mercados financeiros globais e à leitura de redução na oferta da commodity.

Em Nova York, o WTI (março) fechou sexta-feira (15) com ganho de 2,17%, a US$ 55,59 o barril. É o maior nível para um encerramento desde 19 de novembro de 2018. Na semana, o WTI acumulou valorização de 5,4%.

Em Londres, o Brent (abril) terminou em alta de 2,60%, a US$ 66,25 o barril. É o mais alto patamar desde também 19 de novembro de 2018. Na semana, o Brent avançou 6,7% – melhor desempenho desde a primeira semana de 2019.

Opep

Os preços do petróleo ganharam força nesta semana diante de sinais reiterados de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está cumprindo sua mais recente promessa de corte na produção.

No começo desta semana, o cartel informou que a produção havia caído em quase 800 mil barris por dia em janeiro, para uma média de 30,81 milhões de barris por dia, com a maior parte dos cortes vindo da Arábia Saudita.

O relatório mensal do mercado de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE), também divulgado nesta semana, trouxe que os sauditas reduziram a produção em 400 mil barris por dia no mês passado, para uma média de 10,24 milhões de barris por dia.

Os preços encontraram apoio adicional após o ministro saudita de Energia, Khalid al-Falih, dizer ao “Financial Times” que seu país planeja reduzir a produção para 9,8 milhões de barris por dia até março, ante 11 milhões de barris diários em novembro.

A Arábia Saudita é um dos três maiores produtores de petróleo do mundo e o maior exportador global de petróleo bruto.

“O mercado está atualmente reagindo apenas às notícias que apoiam os preços, como o anúncio pela Arábia Saudita de cortes de produção mais pronunciados”, segundo analistas do Commerzbank, conforme relata a agência “Dow Jones Newswires”.

A Opep e dez produtores fora do cartel, estes liderados pela Rússia, concordaram no fim do ano passado em reduzir, coletivamente, a produção em 1,2 milhão de barris por dia ao longo dos primeiros seis meses de 2019. A Opep concordou em ser responsável por 800 mil barris por dia desses cortes, com os sauditas comprometidos em reduzir sua própria produção em 250 mil barris por dia.

Risco geopolítico

As reduções de oferta pela Opep também ocorreram por efeitos de riscos geopolíticos relacionados a três de seus países membros:

Irã, Venezuela e Líbia, todos isentos do acordo oficial de corte de produção. As indústrias de petróleo do Irã e da Venezuela estão sob sanções dos EUA, enquanto a Líbia enfrenta conflitos civis que limitaram sua capacidade de produção de petróleo.

“Interrupções na Venezuela, no Irã e na Líbia contribuíram com 115 mil barris por dia para a redução total da produção de petróleo pela Opep no mês passado. Essa queda é ainda mais pronunciada quando comparada aos níveis de outubro de 2018, base para o atual acordo de diminuição de produção”, escreveu, em nota, Stephen Brennock, analista da corretora PVM Oil Associates Ltd., conforme relato da agência “Dow Jones Newswires”.

“A produção de petróleo nesses três países caiu em quase 1 milhão de barris por dia desde então”, acrescenta.

 

Fonte: Valor Online

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