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Petróleo tem pior sessão do ano, em queda de mais de 3%

Os preços do petróleo fecharam em queda de mais de 3% nesta segunda-feira (25), com o Brent amargando a pior sessão do ano, após alertas do governo americano, para a Opep, de que as cotações da commodity estão “altas demais”.

“Os preços do petróleo estão altos demais. Opep, por favor, relaxe e vá com calma. O mundo não pode suportar esse preço”, escreveu no Twitter o presidente americano, Donald Trump, que frequentemente demanda preços mais baixos para ajudar a reduzir os custos para consumidores e empresas.

Em Nova York, o WTI com vencimento em abril fechou em baixa de 3,11%, a US$ 55,48 o barril. É a maior desvalorização diária desde o último dia 28 de janeiro (-3,17%). Em Londres, o Brent (maio) – mais líquido – terminou em queda de 3,48%, a US$ 64,91 o barril. O Brent para abril, ainda considerado referência, caiu 3,52%, a US$ 64,76 o barril. É a maior desvalorização desde 27 de dezembro do ano passado (-4,24%).

Assim, o petróleo se afasta da máxima em quase três meses e meio, que terminou no fim da semana passada.

“Nesta manhã, os tuítes de Trump direcionados à Opep sugerindo menor restrição na produção parecem ter deflagrado boa parte das vendas de hoje”, dizem analistas da Ritterbusch & Associates, segundo a agência “Dow Jones Newswires”.

No entanto, eles acrescentaram que o momento de alta do mercado está “ainda intacto depois das máximas em três meses alcançadas nos últimos dias, embora ganhos adicionais provavelmente dependerão do progresso das negociações comerciais entre Estados Unidos e China”.

Mas os mercados têm expressado dúvidas de que a Opep – Organização dos Países Exportadores de Petróleo – atenderá ao pedido de Trump. “Se ele acha que a Opep vai ajudá-lo, esqueça”, disse Phil Flynn, da Price Futures, em Chicago, segundo a agência “Dow Jones Newswires”.

Mesmo com o declínio desta segunda, o WTI e o Brent ainda avançam cerca de 20% neste ano. Os ganhos em 2019 são uma extensão da recuperação iniciada em dezembro de 2018, após acordo entre a Opep e seus aliados para cortar a produção.

A Arábia Saudita conseguiu nas últimas semanas compensar os cortes menos intensos de aliados, de acordo com pesquisas de produção.

“Mais uma vez, a Arábia Saudita deve ter compensado o cumprimento insuficiente exibido por outros países, como Iraque e Nigéria. A Arábia Saudita dificilmente estará disposta a fazer isso a longo prazo, no entanto”, disseram analistas do Commerzbank em nota, conforme a agência “Dow Jones Newswires”.

 

Fonte: Valor Online

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