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Petróleo fecha segundo mês consecutivo em alta

Os preços do petróleo tiveram variações moderadas na quinta-feira (28), mas concluíram mais um mês de alta, puxados pela percepção de menor oferta e pela esperança de acordo comercial entre China e Estados Unidos.

Em Nova York, o WTI (abril) fechou em alta de 0,49%, a US$ 57,22 o barril. Em fevereiro, o WTI subiu cerca de 6,4%. Em 2019, o WTI acumula alta de 26,1%.

Em Londres, o Brent (maio) encerrou, hoje, em baixa de 0,41%, a US$ 66,31 o barril. Em fevereiro, o Brent apreciou 7,1%.

Em 2019, o petróleo do Mar do Norte valorizou 23,4%.

Nesta quinta, os preços foram negativamente afetados pelo término repentino da reunião entre os presidentes americano e norte-coreano, o que aumentou a sensação de risco geopolítico. Mas ao longo de fevereiro prevaleceram as notícias sobre corte na oferta por parte de grandes produtores.

“O ímpeto de alta foi sustentado pela contração dramática na oferta de petróleo nos EUA”, dizem analistas da Ritterbusch & Associates em nota. “Os comentários mais negativos de Trump [Donald Trump, presidente dos EUA] no início da semana agora são virtualmente negados, já que os sauditas permanecem resolutos no corte da produção.”

Os preços vêm de um forte pregão ontem, quando o governo americano reportou queda de 8,6 milhões nos estoques de petróleo do país na semana passada. O mercado esperava alta.

Ao longo do mês, a commodity recebeu apoio de sinais que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus produtores parceiros estão limitando a produção para reequilibrar um mercado que se tornou excessivamente ofertado.

A Opep, na prática liderada pela Arábia Saudita, e dez produtores de fora do cartel (estes comandados pela Rússia) concordaram, no fim de 2018, em reduzir a produção em 1,2 milhão de barris por dia no primeiro semestre de 2019. O movimento ajudou a impulsionar preços em cerca de 20%, após o mercado despencar cerca de 40% no quarto trimestre de 2018.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, reafirmou na quarta (27) o compromisso de Riad com os cortes na produção, indo de encontro à pressão do presidente Trump para que o cartel aumente a produção. Maior exportador global de petróleo, a Arábia Saudita tem liderado os cortes na produção de petróleo.

 

Fonte: Valor Online

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