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Interiorização do gás na rota das distribuidoras

Gás Sudoeste, na Bahia, e Serra Catarinense estão entre os principais projetos do tipo no país

Para os próximos anos, as distribuidoras de gás natural planejam expandir suas redes ou então incluir mais clientes em seu atendimento onde já existe uma rede de distribuição. Tudo isso acontece em um ano ímpar para o setor, com realização de duas chamadas públicas de contratação de suprimento. A primeira envolve as empresas do Centro-Sul, no entorno do atendimento do Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), cuja primeira fase terminou no dia 29/3. A outra diz respeito às distribuidoras do Nordeste, cujo resultado será conhecido na próxima semana.

Enquanto o novo suprimento não chega, as empresas vão buscando novos mercados e ampliando os que já existem. Entre os novos investimentos, está a construção do Gás Sudoeste pela Bahiagás. Serão alocados investimentos de mais de R$ 400 milhões para construir o duto que levará o gás para o interior baiano, para atender indústrias e residências.

A primeira fase da obra atingiu 50% da execução. Foram instalados, até o momento, mais de 57 km de tubulação entre os municípios de Itagibá e Jequié. Esse primeiro trecho possui 73 km e valor inicial estimado em cerca de R$ 79 milhões.

Há ainda duas etapas a serem complementadas pela distribuidora baiana. Uma delas, de Jequié e Maracás, deve receber R$ 118,6 milhões. Já a terceira fase consiste na construção de tubulação entre Maracás e Brumado, cujo investimento previsto é de R$ 234,7 milhões. O projeto prevê ainda a construção da estação de transferência de custódia do gás, em Itagibá, orçada em R$ 3,8 milhões.

Descendo para o sul do país, a SCGás investe no projeto Serra Catarinense que pretende levar o abastecimento de gás para as indústrias da região. É um dos maiores projetos de ampliação de rede de distribuição de gás em andamento no Brasil, com investimentos totais estimados em R$ 260 milhões. O projeto levará a rede para 16 municípios do Alto Vale do Itajaí e Serra Catarinense. O programa já contemplou os municípios de Indaial, Ascurra, Ibirama e Rio do Sul.

Agora, o programa entrará em sua quarta fase neste ano, ao viabilizar a chegada do gás natural ao municípios de Agronômica, Trombudo Central, Pouso Redondo. A previsão é que esta etapa seja encerrada no fim deste ano.

No Paraná, a Compagás busca concentrar esforços nas regiões próximas às já atendidas pela rede de distribuição, com o objetivo de atender mais clientes instalados nestas localidades. A meta é ampliar o volume distribuído nos segmentos atendidos (residencial, comercial, industrial, veicular e geração de energia elétrica) e alcançar a extensão total de 845 km de rede de distribuição.

Além disso, a empresa espera ampliar a rede para a região Norte do estado, região responsável por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial paranaense, atrás apenas da região metropolitana de Curitiba. Para isso, vai realizar um mapeamento do potencial energético da região a fim de identificar a localização dos prováveis consumidores, principalmente os da classe industrial, os combustíveis utilizados atualmente e sua competitividade frente ao gás.

A companhia já possui uma rede de distribuição de gás, de 6,5 km, em Londrina que atende cinco grandes indústrias, com volume médio total de 28,5 mil m³/dia. A intenção agora é ampliar a rede na cidade e realizar mais estudos em outros municípios, como Cambé, Rolândia, Arapongas e Apucarana. Em 2018, o consumo total de gás na região chegou a 10 milhões de m³.

 

Fonte: Brasil Energia

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