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GNL small scale pode ser solução para térmicas em Roraima

Gás pode ser enviado via barcaças, utilizando a infraestrutura portuária local, e ajudaria a monetizar insumo produzido na bacia do Solimões

O fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) small scale para o abastecimento de termelétricas pode ser a solução para usinas a gás no leilão de atendimento a Roraima, marcado para sexta-feira (31/5). Esse GNL poderia ser enviado via barcaças, utilizando a infraestrutura portuária local, e também ajudaria a monetizar o gás produzido no Amazonas, na bacia do Solimões.

O leilão para contratar energia para atender o estado será realizado a partir das 10 horas, eletronicamente, na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O suprimento de energia de Boa Vista era abastecido pela energia advinda da Venezuela, com complementação de geração térmica local. Entretanto, desde março, quando a crise venezuelana se aprofundou, a geração térmica local está sendo utilizada totalmente para o atendimento à região.

Atualmente, o abastecimento tem sido feito somente por termelétricas a óleo diesel, a custo de R$ 1.287/MWh, o que equivale a mais de quatro vezes o custo médio da energia adquirida pelas distribuidoras no mercado regulado neste ano, encarecendo o preço da energia. O custo total de geração com térmicas a óleo diesel atinge R$ 1,9 bilhão ao ano, de acordo com o MME.

O estado vizinho Amazonas possui potencial de gás que pode atender Roraima, como é o caso do campo de Azulão, pertencente à Eneva. Além disso, há o diferencial de estar inserido em um sistema isolado de gás, já que não está conectado a nenhuma rede de gasodutos de transporte que leve o combustível para outras partes do país.

A hipótese já era considerada pela empresa, para monetizar seu gás. A Eneva também estuda replicar o modelo reservoir-to-wire, utilizado nas usinas do Parnaíba, para o leilão A-6, que será realizado no fim do ano.

O leilão é uma das formas de atender à demanda de Roraima. Outra solução é conectar o estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio da construção da linha de transmissão Manaus-Boa Vista, cuja obra foi classificada como sendo de interesse nacional pelo governo. Essa interligação tem mais de 700 km de extensão e atravessa parte de terras indígenas.

Fonte: Brasil Energia

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