Os contratos futuros do petróleo voltaram a fechar em baixa na sessão desta segunda-feira (3), após a semana passada ter sido de largas perdas para a commodity. O Brent e o WTI abriram o dia com valorização acima de 1%, mas não sustentaram os ganhos, com os receios de que a demanda global pelo petróleo se enfraqueça, principalmente com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, e prejudique os preços.
Os preços do Brent para agosto encerraram o dia em queda de 1,14%, aos US$ 61,28 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos do WTI para julho fecharam o dia em baixa de 0,46%, aos US$ 53,25 o barril.
Na semana anterior, os contratos futuros do petróleo tiveram sua pior semana no ano, com os preços do Brent recuando 6,11% e os do WTI em queda de 8,75%. Em maio, quando as tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltaram ao radar dos investidores, os preços acumularam queda de 11,41% e 16,29%, respectivamente.
Investidores encaram com receio a decisão do presidente americano Donald Trump de impor tarifas de 5% sobre a importação de bens mexicanos. As tensões entre os Estados Unidos e seus principais parceiros comerciais ameaçam prejudicar o crescimento global e, consequentemente, a demanda por petróleo.
Ainda há pressões pelo lado da oferta global da commodity. Os estoques nos EUA estão próximos ao maior nível em 22 meses.
Segundo Damien Courvalin, analista do Goldman Sachs, a produção americana crescente é outro fator que pressiona para baixo os preços do petróleo.
Fonte: Valor Online
Related Posts
STJ adia decisão sobre fracking após relator pedir vista
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou nesta quarta (09) a decisão sobre o uso do fraturamento hidráulico para a exploração e produção de petróleo e gás natural não convencionais (fracking) no Brasil....
Petróleo supera US$ 100 pela 1ª vez desde julho com aumento de tensão no Oriente Médio
Os contratos futuros do petróleo tiveram forte alta nesta quarta (09), com o Brent, a referência mundial, fechando acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, diante da nova escalada de...

