SCGás investirá mais R$ 12 milhões na etapa inicial de implantação de mais 34 km de gasodutos para se conectar à primeira usina térmica do estado
A SCGás começa em agosto a quarta fase do Projeto Serra Catarinense, que visa interiorizar a distribuição de gás no estado. Nesta fase do projeto, estão previstos mais 34 km de gasodutos. Até o fim deste ano, serão investidos R$ 12 milhões para a implementação dos primeiros 12 km, localizados às margens da Rodovia BR-470, chegando às cidades de Agronômica e Trombudo Central, onde deve ser instalada a primeira usina termelétrica a gás natural de Santa Catarina.
A nova planta deve consumir até 3,5 milhões de m³/mês de gás natural e terá capacidade de gerar até 29 MW, ampliando a oferta de energia elétrica na região. O objetivo é usar a nova rede para aumentar a saturação de novos clientes em diversos segmentos e ampliar a oferta do gás nas cidades incluídas no projeto.
Simultaneamente, a distribuidora planeja iniciar a implementação de outros 22 km de dutos ao longo da rodovia, chegando até a cidade de Pouso Redondo. Segundo a SCGás, a conclusão desta etapa está prevista para 2020.
O Projeto Serra Catarinense teve início em 2011, com a construção de 28 km de gasodutos entre as cidades de Indaial e Ascurra. A segunda e a terceira fases estenderam a rede por mais 38 km, passando por Ibirrama e chegando a Rio do Sul em 2016. Ao longo desses trechos, foram ligados cinco clientes industriais e dois postos de GNV, com consumo médio de aproximadamente 200 mil m³/mês.
Até 2018, considerando a implantação de redes estruturantes e a ligação de clientes, a SCGÁS investiu R$ 97,2 milhões para a execução do projeto. O objetivo é chegar até a cidade de Lajes, incluindo um total de 16 municípios na rede de distribuição da empresa.
Chamada pública
Enquanto acelera a expansão da rede, a SCGás negocia com potenciais supridores de gás natural. Na primeira etapa da chamada pública para aquisição do insumo, a empresa recebeu 12 ofertas. Até o final deste mês, a distribuidora espera nivelar as propostas para gerar protocolos de intenção e dar início às negociações com os novos fornecedores.
A contratação levará em conta não apenas o preço do produto, mas também as condições de entrega para garantir segurança energética, e as propostas aos clientes serão vinculantes à nova realidade de suprimento.
A negociação com novos fornecedores marca uma nova etapa para a distribuidora catarinense, que desde 2000 comprava o gás exclusivamente da Petrobras. Segundo o presidente da distribuidora, Willian Lehmkuhl, por causa do contrato de mais de 20 anos com a petroleira estatal, Santa Catarina tem, hoje, a menor tarifa de gás natural do país. Com isso, a tendência é a de que, com o novo supridor, as novas tarifas fiquem na média entre o menor e o maior valor praticado no país atualmente.
Fonte: Brasil Energia
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