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Indústria química pede a Guedes rapidez na queda do preço do gás

No primeiro encontro do setor com o ministro da Economia, Paulo Guedes, hoje no Rio de Janeiro, executivos da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e de dez grandes empresas do setor com operações no Brasil enfatizaram a importância do acesso a gás natural a preços mais baixos para a economia brasileira.

Principal conta da indústria, o gás custa às empresas químicas locais quatro vezes mais do que nos Estados Unidos.

 Conforme o executivo, a indústria opera com ociosidade de 30% neste momento e essa capacidade poderia ser ocupada em pouco tempo se houvesse condições mais favoráveis e melhora da competitividade do produto químico brasileiro.

O Valor apurou que, entre as dez empresas que estiveram presentes na conversa, havia representantes de Braskem, Basf e Solvay. Essas empresas também fazem parte da Mesa Executiva da Química, anunciada em abril pelo Ministério da Economia no relançamento da Frente Parlamentar da Química (FPQuímica) no Congresso Nacional.

A indústria enfatizou que o preço do gás é um dos principais pontos de atenção do setor, além da energia elétrica. “Precisamos de gás mais barato. Se cair a US$ 6 o milhão de BTU [unidade térmica britânica], como pretende o ministro, nós damos conta”, afirmou De Marchi. Hoje, o milhão de BTU custa US$ 12.

O ministro da Economia não se comprometeu em termos de prazo para o gás mais barato, mas disse esperar que as próximas rodadas de licitações mostrem evolução nesse sentido.

O Rio de Janeiro pode liderar essa corrida. Para a indústria, conforme demonstrado a Guedes, é importante que São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul também ofereçam melhores condições de preço, já que nesses Estados estão localizadas as centrais petroquímicas, em torno das quais a indústria se desenvolveu.

 Durante a reunião no Rio, que durou cerca de uma hora e meia, o setor apresentou a Guedes o estudo “Um Outro Futuro é Possível”, uma parceria entre Delloite e Abiquim, que lista 73 propostas da indústria para retomada da competitividade dos químicos brasileiros.

Até agora, os contatos com a pasta de Guedes haviam se dado por intermédio da Mesa Executiva ou em encontros com membros de sua equipe. A reunião de hoje, na representação administrativa do Ministério da Economia no Rio, foi a primeira diretamente com o ministro, que foi convidado a participar do Encontro Anual da Indústria Química, principal evento do setor, em dezembro em São Paulo.

 

Fonte: Valor Online

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