Os contratos do petróleo fecharam em leve baixa, pressionados pelo dado fraco de exportação da China e por receios de que a ampliação dos cortes de produção anunciada pela Opep e aliados liderados pela Rússia (Opep+) não seja suficiente para equilibrar o mercado da commodity. O contrato do petróleo WTI para janeiro fechou a sessão em baixa de 0,30%, a US$ 59,02 por barril, enquanto o do Brent para fevereiro recuou 0,21%, a US$ 64,25 por barril.
De acordo com dados divulgados pelo país, as exportações da China caíram inesperadamente em 1,1% em novembro, na base anual, com destaque para uma queda de 23% nos envios do país aos Estados Unidos, evidenciando os efeitos da disputa entre os dois países. Os receios com os efeitos da guerra comercial entre EUA e China alimentam temores em relação à demanda, uma vez que o país asiático é o maior importador líquido de petróleo.
Na semana passada, a Opep+ anunciou um corte extra na produção de 500 mil barris diários, que ajudou a impulsionar os preços. Embora os cortes tenham sido mais profundos do que o esperado e “tenham sido construtivos num prazo mais imediato, a questão principal é se isso é suficiente. Não esperamos que esses cortes tragam equilíbrio ao mercado ao longo do primeiro trimestre de 2020”, observaram os estrategistas do ING.
Outros analistas também duvidam que alguns países executem os cortes prometidos. “Com base em precedentes históricos, continuamos céticos quanto a países, como o Iraque, cumprirem seus cortes”, disseram analistas do Bank of America Merrill Lynch.
Fonte: Valor Online
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