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TAG calcula tamanho da capacidade ociosa de seus gasodutos

A Transportadora Associada de Gás (TAG) vê “boas perspectivas de crescimento” no processo de abertura da indústria de gás natural no Brasil, mas, por ora, ainda não tem uma previsão de quando ofertará ao mercado a capacidade ociosa de seus gasodutos, disse o diretor de operações da empresa, Emmanuel Delfosse. Adquirida neste ano pela Engie e pelo fundo canadense CDPQ, por US$ 8,5 bilhões, a TAG tem contrato apenas com a Petrobras e terá pela frente uma oportunidade de diversificar sua base de clientes, a depender de como se desenhe a abertura do mercado. Ainda ontem, a petroleira estatal abriu, oficialmente, o processo de venda de sua fatia remanescente de 10% na transportadora.

Delfosse destaca que a abertura do mercado “leva tempo” para se consolidar e que a prioridade da TAG, neste momento, está voltado para criação da cultura da companhia, enquanto empresa privada e com corpo técnico próprio – a transportadora era subsidiária da Petrobras. A TAG está concentrada, ainda, na melhoria da integridade de suas instalações e tem planos de investir R$ 1 bilhão em cinco anos na manutenção de seus dutos.

A Petrobras já informou o quanto deseja injetar e retirar da malha da TAG. A estatal se comprometeu junto ao Cade a abrir mão da exclusividade do uso dos dutos existentes, liberando espaço para que as demais empresas contratem a capacidade ociosa. Em outubro, a diretora de refino e gás da petroleira, Anelise Lara, disse que a Petrobras abrirá cerca da metade da capacidade dos gasodutos da malha brasileira para terceiros. Segundo Delfosse, o corpo técnico da TAG ainda avalia os números. Só depois disso será possível programar uma agenda para a chamada pública para contratação de capacidade dos gasodutos da empresa, no Norte e Nordeste.

Delfosse disse, ainda, que acompanha com atenção a tramitação, no Congresso, da nova Lei do Gás. Segundo ele, o arcabouço regulatório precisa evoluir, mas a empresa tem a preocupação de que o novo marco garanta segurança jurídica.

“Acreditamos que precisa ser feito [um novo marco regulatório], porque do jeito que está hoje [a regulação] trava a situação da infraestrutura. Mas temos nossas preocupações. Acabamos de fazer uma aquisição de mais de US$ 8 bilhões”, afirmou.

 

Fonte: Valor Econômico

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