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Tabocas planeja diversificação e avalia atuar em gás natural

A construtora especializada em projetos de linhas de transmissão de energia Tabocas planeja diversificar os negócios rumo ao setor de gás natural, disse à Reuters o presidente da companhia, Caio Barra. A empresa ainda mantém aberto o processo de busca de um sócio, iniciado no começo do ano.

Fundada em 1999, a companhia prevê faturamento próximo de R$ 600 milhões no seu vigésimo aniversário, contra cerca de R$ 550 milhões em 2018, afirmou o executivo, que projetou para 2020 receita entre R$ 800 milhões e R$ 900 milhões.

Os planos para o setor de gás natural, onde poderia construir gasodutos, por exemplo, ainda está em fase inicial de estudos. A decisão passa pela expansão da exploração de petróleo e gás no Brasil e pelo programa do governo federal para incentivar a oferta de gás natural, o chamado Novo Mercado de Gás.

“É [um setor] muito promissor. Acho que nós temos aí um negócio muito interessante pela frente, na nossa visão. Durante o ano [de 2020] nós temos que tomar essa decisão”, disse Barra.

Ele explicou que as análises sobre a entrada na área de óleo e gás têm como base algumas das semelhanças entre a construção de linhas de transmissão e a infraestrutura de transporte de óleo e gás. “É uma área que parece muito, a logística é mais ou menos parecida para fazer. São obras de grandes comprimentos, lineares, de logística muito parecida.”

Outro movimento no radar da Tabocas é a possibilidade de investir na fabricação própria de torres para linhas de energia. “Está faltando torre no mercado, temos poucos fornecedores no Brasil”, afirmou o executivo. “Estamos estudando profundamente, se agrega muito, o que agrega. E se tiver que entrar, em 2020 entraremos”, afirmou.

“Estamos procurando um sócio que queira vir para fortalecer mais a empresa. Já temos alguns interessados e estamos em negociação. Temos que aguardar, mas em 2020 certamente nós teremos alguma novidade nesse sentido”, afirmou Barra. O processo pode envolver tanto a atração de um investidor financeiro quanto de sócio estratégico, como uma grande empresa de infraestrutura ou construção.

“A ideia é em um primeiro momento nós continuarmos majoritários, então seria [para venda] de até 49%. Nada impede que no futuro seja mais.” A Tabocas Participações e Empreendimentos foi criada por Barra, ex-diretor da Eletronorte, em sociedade com um primo, Flávio Resende, atualmente diretor administrativo e financeiro.

“Quando trabalhei na Eletronorte, era visível no planejamento energético que o Brasil nos próximos anos precisaria de transmissão, até pelas distâncias do país.

Achei que aquilo ali seria um negócio interessante. Saímos do zero e fomos devagarzinho”, afirmou.

A companhia tem aproveitado o bom momento da indústria de transmissão de energia no Brasil- os últimos leilões de projetos no setor têm atraído o interesse de investidores e resultado em obras bilionárias.

Em meio a esse cenário, a Tabocas tem construído entre 1,5 mil e 1,8 mil quilômetros anuais em linhas de transmissão nos últimos anos, além de em média oito subestações. A companhia tem atualmente cerca de 4,5 mil funcionários diretos.

 

Fonte: Valor Econômico

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