A Petrobras estima que, após o ajuste esperado para maio no preço do gás natural para as distribuidoras, a queda acumulada do valor do energético este ano vai superar 30%, de acordo com o gerente geral de planejamento e marketing de gás e energia da companhia, Álvaro Tupiassu.
“Já houve queda em janeiro em fevereiro e terá a nova queda [em maio]. São quedas razoavelmente grandes, superiores a 30%”, disse o gerente.
Ele lembrou que, se os preços do petróleo permanecerem em patamares baixos, é possível que haja novas reduções nos próximos trimestres. Isso porque a fórmula de preço do gás considera uma variação trimestral do preço do Brent e do câmbio. “A tendência este ano é de queda [de preços]”.
Crise e abertura do mercado
A Petrobras espera que a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus não afete os prazos do processo de abertura do mercado de gás natural do país – especialmente em relação aos processos de venda de ativos do setor, incluídos em termos de compromisso firmado pela petroleira com o Cade.
“Seguimos o cronograma que tínhamos no TCC [Termo de Compromisso de Cessação de Conduta] com o Cade. Vamos com tudo o que for possível em paralelo. E aquilo que não for [possível], caso a caso, vai sendo postergado, se for necessário. Mas temos a esperança de que não vai ter um impacto tão forte de tempo”, disse Tupiassu.
“Permanecemos na mesma ‘toada’ para o futuro. Para médio e longo prazo, acreditamos que vamos ter um mercado [de gás] aberto”, completou ele.
Fonte: Valor Online
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