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Petróleo fecha em queda com temores relativos à covid-19 e à oferta

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta terça-feira (30) em queda, diante da preocupação contínua dos agentes quanto ao crescente número de casos de covid-19 nos Estados Unidos e num momento em que a ameaça de maior oferta de petróleo no Oriente Médio compensa indicadores econômicos acima do esperado, em especial na China.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o contrato para setembro do petróleo tipo Brent fechou em queda de 1,39%, negociado a US$ 41,27 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI para entrega em agosto recuou 1,08%, para US$ 39,27.

O número de casos confirmados de covid-19 em todo o mundo subiu para 10,3 milhões nesta terça-feira, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, enquanto o número de mortes está pouco acima de 505 mil. Um aumento constante no número de infecções pelo novo coronavírus está no radar dos agentes, já que poderia postergar ou reverter os esforços de reabertura das economias, à medida que os agentes políticos tentaria conter a disseminação do vírus.

Líbia

Os investidores também monitoraram notícias relativos à Líbia, no momento em que o país retoma a produção de petróleo, que estava quase totalmente bloqueada desde janeiro, diante de uma guerra civil no país. As questões sobre a Líbia mais do que compensaram algum otimismo que os agentes esboçaram com a recuperação da atividade econômica na China, de acordo com índices de gerentes de compras (PMIs) oficiais e a desaceleração na produção de petróleo nos EUA.

“Os dados econômicos relativamente promissores não podem afastar o medo de uma segunda onda de covid-19, especialmente nos Estados Unidos, que novamente impõe restrições de distanciamento social em grandes Estados como Califórnia, Texas e Flórida”, diz Louise Dickson, analista de mercados de petróleo da Rystad Energy.

Dados do Departamento de Energia (DoE) americano mostraram, hoje, que a produção de óleo bruto no país foi, em média, de 12,1 milhões de barris por dia em abril contra 12,7 milhões de barris por dia em março. Dados semanais menos confiáveis mostraram que a produção de petróleo ficaria próxima a 12,3 milhões de barris por dia em abril. O novo valor, assim, mostra que os produtores americanos de óleo de xisto reagiram rapidamente aos preços em queda e à menor demanda por energia.

Pesquisa feita pelo Wall Street Journal com 12 bancos de investimento mostra que é improvável que os preços do petróleo subam muito em relação aos níveis atuais no segundo semestre deste ano. O levantamento aponta para o preço do Brent em US$ 42,08 no quarto trimestre e para o WTI em US$ 38,81 no último trimestre deste ano.

Após o estrago causado pelo novo coronavírus nos primeiros meses de 2020, os bancos pesquisados esperam que o preço do Brent seja, em média, de US$ 39,98 por barril neste ano e se recupere ficando em US$ 48,59 por barril em 2021. Já o preço do WTI ficaria em US$ 36 por barril em média em 2020 e um pouco acima de US$ 45 por barril no próximo ano.

Fonte: Valor Online

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