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Petróleo fecha em alta, impulsionado por queda inesperada dos estoques nos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam a sessão desta quarta-feira (01) em alta, após o relatório semanal do governo dos Estados Unidos ter apontado o maior declínio semanal nos estoques domésticos de petróleo neste ano.

Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) para o mês de agosto terminaram a sessão em alta de 1,40%, a US$ 39,82 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Já os futuros do Brent para setembro subiram 1,84%, encerrando o dia aos US$ 42,03 o barril na ICE, em Londres.

“A atividade de refino acima de 14 milhões de barris por dia pela primeira vez desde o final de março, combinada com uma queda nas importações e exportações acima de três milhões de barris por dia, levou à maior queda nos estoques brutos de petróleo do ano até agora”, afirmou Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da ClipperData, ao MarketWatch.

A Administração de Informações de Energia (EIA, na sigla em inglês) informou hoje que os estoques de petróleo dos EUA caíram em 7,2 milhões de barris na semana encerrada em 26 de junho. A queda ocorreu após três semanas consecutivas de aumento.

Analistas consultados pelo “The Wall Street Journal” previam uma queda de 100 mil barris na semana, enquanto o Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês) havia registrado uma redução de 8,2 milhões de barris ontem.

Os dados da EIA também mostraram que os estoques de petróleo no centro de armazenamento de Cushing, em Oklahoma, caíram cerca de 200 mil barris durante a semana.

A queda na oferta americana injetou algum otimismo nos mercados de petróleo, que têm sido afetados por ansiedades em torno da crescente expansão da covid-19 nos EUA e do possível impacto do avanço da pandemia na demanda por petróleo.

No acumulado da primeira metade do ano os preços baseados nos contratos mais próximos de petróleo WTI recuaram quase 36%, de acordo com a Dow Jones Market Data. No segundo trimestre, no entanto, os preços subiram quase 92%.

“O petróleo está mais preocupado com os fatores do lado da demanda que giram em torno da covid-19 e os riscos de mais uma rodada de lockdowns”, disse Lukman Otunuga, analista de pesquisa sênior da FXTM.

“Embora o petróleo tenha registrado o seu melhor trimestre em 30 anos, será difícil estender esses ganhos para o terceiro trimestre, dada a crescente lista de temas negativos que afastam a demanda dos investidores pela commodity”, disse Otunuga.

 

Fonte: Valor Online

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