Em artigo publicado em O Globo, Clarissa Lins, presidente do IBP, e Luiz Costamilan, secretário Executivo de Gás Natural do IBP, afirmam que o Brasil está diante de uma verdadeira revolução no setor de energia, com impacto em toda a economia: a abertura do mercado de gás natural. Com o fim da figura de um único fornecedor, o insumo terá custos mais competitivos.
O Brasil está diante de uma verdadeira revolução no setor de energia, com impacto em toda a economia: a abertura do mercado de gás natural. Com o fim da figura de um único fornecedor, o insumo terá custos mais competitivos.
O pré-sal permitirá a ampliação da oferta, tornando o gás natural uma alavanca fundamental para o desenvolvimento do país, capaz de atrair novos investimentos e reduzir o custo de produção de uma imensa gama de produtos, com benefícios para todos os consumidores.
Com a abertura, vamos sair da situação atual de apenas um ofertante de gás para mais de uma dezena de fornecedores. No Brasil, há mais de 40 empresas ativas no segmento de exploração e produção de petróleo e gás. Muitas delas serão produtoras de gás natural e buscarão suprir o mercado, aumentando a oferta e estimulando novos investimentos.
Para essa importante mudança de paradigma, faz-se mais do que necessária a aprovação do Projeto de Lei 6.407/13, conhecido como “Nova Lei do Gás”, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados.
A iniciativa legislativa tem como fundamento a já citada abertura de mercado, permitindo que novos agentes ofertem, transportem e comercializem gás natural, sem as amarras de reservas de mercado. E é parte do esforço do governo e do Congresso por uma agenda positiva na área econômica, a exemplo do que ocorreu com a aprovação do novo Marco Regulatório do Saneamento.
Para além dos benefícios socioeconômicos, o gás natural é essencial na transição energética em curso, tendo papel fundamental na travessia rumo à descarbonização da economia. É um combustível menos emissor do que as demais alternativas de origem fóssil usadas na geração de energia e pela indústria.
Presente no cotidiano das pessoas, o gás é matéria-prima ou combustível para fertilizantes, indústria química, siderurgia, vidros, cerâmica, entre outros. O gás natural, ofertado em maior volume e a um custo competitivo, tem o potencial de trazer para o Brasil novas fábricas e projetos de geração de energia. Termelétricas a gás natural são alternativa imprescindível para o equilíbrio do sistema elétrico brasileiro, baseado em fontes renováveis que não asseguram energia de modo contínuo.
O projeto de lei é fruto de um amplo consenso entre a grande maioria dos atores do setor de gás natural do Brasil, construído ao longo de uma discussão que já dura quatro anos, com a participação de centenas de especialistas e representantes de entidades governamentais do Brasil e do exterior.
Uma virtude decisiva da iniciativa legislativa é a criação de competição entre os estados, cada um buscando implementar sua política pública de utilização do gás natural para atrair investimentos e gerar emprego e renda para seus cidadãos. Ao mesmo tempo, preserva integralmente a hegemonia das unidades da Federação com relação aos serviços locais de gás canalizado. Cada estado estabelecerá suas regras de acordo com sua conveniência.
O novo arcabouço do gás natural não só recupera o atraso no desenvolvimento desse importante segmento e reforça a segurança jurídica, mas é também uma oportunidade de reindustrialização do país, de diversificação da economia e de enterrar mais um monopólio. Os benefícios serão colhidos por toda a sociedade brasileira, que a cada dia enxerga mais valor em uma competição saudável de mercado.
Fonte: O Globo.com / opinião Clarissa Lins e Luiz Costamilan
Related Posts
Uso de gás natural no Amazonas evita a emissão de 7,5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa
O uso do gás natural tem contribuído para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Amazonas. De acordo com levantamento da Cigás, mais de 7,5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa...
Knauf substitui parte do gás natural por biometano em fábrica de materiais de construção no Rio
A Knauf, fabricante de materiais de construção, vai substituir parte do seu consumo de gás natural por biometano na planta em Queimados (RJ), a partir deste mês. O biocombustível será fornecido pela Gás...

