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Rotas existentes garantem escoamento do pré-sal por seis anos, afirma ministro

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta quarta (2) que o Brasil terá condição de escoar a totalidade de produção prevista para o gás do pré-sal pelos próximos seis anos, com a previsão de entrada em operação do Rota 3 no início de 2021. O projeto da Petrobras é a única expansão de capacidade contratada no momento.

O Rota 3 está sendo construído pela Petrobras para interligar a produção de gás do pré-sal da Bacia de Santos com a unidade de processamento (UPGN) do antigo Comperj, em Itaboraí (RJ) – o projeto é chamado de Pólo Gaslub e, além das instalações de gás natural, a Petrobras pretende investir na produção de lubrificantes integrada com a Reduc, em Duque de Caxias (RJ).

“Agora, mais importante do que isso é ter demanda por esse gás natural. As condições estão sendo criadas com o novo marco legal”, disse em referência à aprovação da Lei do Gás pela Câmara dos Deputados na última terça (01).

A discussão da Lei do Gás opôs governo, consumidores e produtores de um lado e as distribuidoras de gás natural do outro. O PL aprovado agrada ao governo e as propostas alternativas giravam em torno da expansão de infraestrutura de gás natural para fomentar o consumo da produção nacional por meio de projetos âncora de geração de energia – as térmicas locacionais inflexíveis.

Atualmente, os gasodutos Rota 1 (SP) e Rota 2 (RJ) são responsáveis por trazer o gás produzido em campos operados pela Petrobras no pré-sal para o mercado em terra. Com a expansão da Rota 3 (RJ), necessária para escoar a produção do campo de Búzios, o maior em desenvolvimento no país, a capacidade total dos três gasodutos será de 48 milhões de m³/dia.

A EPE mapeou alternativas de expansão que podem adicionar entre 30 milhões e 45 milhões de m³/dia com projetos em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Este ano, a Petrobras anunciou a ampliação da capacidade do Rota 2, de 16 milhões de m³/dia, para 20 milhões de m³/dia.

Bento Albuquerque ressaltou que a inclusão de térmicas à gás já está no planejamento do MME e que a concorrência de novos projetos a gás pode ser responsável pela redução do preço da energia.

O ministro defendeu que, além de gasodutos, outros meios de transportes podem ser usados para deslocamento do gás liquefeito para estados do interior do país, como o uso de ferrovias e rodovias.

“[Um gasoduto] não é uma obra simples, precisa de licença ambiental, por exemplo”, comentou.

A expectativa da pasta, segundo Albuquerque, é divulgar ainda neste segundo semestre o calendário dos leilões de energia que foram suspensos devido à pandemia. Uma das contratações previstas para esses leilões, que aconteceriam neste ano, era a substituição de térmicas a diesel por usinas que utilizem o gás como combustível.

Ele reforçou a expectativa de redução dos preços do gás liquefeito de petróleo (GLP) com o aumento da oferta de gás do pré-sal. Atualmente, o gás de cozinha, que atende a mais de 90% das casas brasileiras, é produzido nas refinarias da Petrobras, associado ao processamento de gasolina e diesel, ou é importado.

Com o aumento da oferta de gás nacional, que tem parcelas maiores de componentes do GLP (propano e butano), a expectativa do governo e agentes do mercado é que o desenvolvimento do setor de gás leve a um aumento da oferta e concorrência no suprimento do GLP.

Atualização: a capacidade total contratada é de 48 milhões de m³, após elevação do Rota 2 em 4 milhões de m³/dia.

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Fonte: Epbr

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