A Petrobras está reavaliando a nota de risco da Golar Power para definir se a companhia pode ou não fazer negócios com a estatal, incluindo a participação no processo licitatório do terminal de regaseificação na Bahia. A estatal também pediu esclarecimentos à BR Distribuidora, que fechou parceria com a Golar Power para serem sócias – a BR pode comprar 50% da subsidiária Golar Distribuição.
Mais cedo, o Valor informou que a Golar pode ter que sair do processo que visa o arrendamento do ativo, conforme apuração com fonte próxima à companhia. A Golar é dona de metade da Hygo Energy, cujo presidente é investigado na nova fase da Lava-Jato.
A Golar havia sido pré-qualificada para o certame do terminal da Petrobras, previsto para quarta-feira. Questionada pelo Valor se a companhia ainda pode participar, a Petrobras informou que “em virtude dos fatos revelados da 75ª fase da Operação Lava-Jato relacionados ao Grupo Golar Power, está em andamento uma revisão da Análise de Integridade deste fornecedor. Esta análise é feita regularmente com todos os fornecedores da companhia e atribui diferentes Graus de Risco de Integridade (GRI)”, disse a companhia em nota. “Qualquer alteração na percepção de risco de integridade ao qual a Petrobras pode estar exposta ao se relacionar com as empresas do Grupo Golar Power será comunicada de forma tempestiva aos seus Representantes Legais.”
Especificamente sobre o processo licitatório para arrendamento do Terminal de Regaseificação da Bahia (TR-BA), a Petrobras destacou que o edital impede a participação de qualquer empresa ou consórcio com GRI alto. “O documento também prevê que todas as partes interessadas em iniciar e manter relacionamento com a Petrobras serão submetidas a diligências apropriadas de acordo com o Programa Petrobras de Prevenção da Corrupção (PPPC)”, complementou.
A estatal também quer uma revisão de risco da Golar no contexto da sociedade que ela vai firmar com a BR Distribuidora. A transação para atuação no mercado de GNL já foi inclusive submetida e aprovada pelo Cade. “Além da revisão do GRI, a Petrobras enviou uma carta à BR Distribuidora, na qualidade de acionista da empresa, solicitando esclarecimentos sobre a parceria da BR com a Golar Power diante dos fatos revelados pela Operação Lava-Jato. Cabe salientar que a Petrobras não é acionista controladora da BR Distribuidora”, destacou a estatal em nota ao Valor.
Fonte: Valor Online
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