A descarbonização é uma tarefa difícil, que exigirá uma combinação cuidadosa de estratégias e tecnologias, e vai pesar no bolso, especialmente entre quatro setores que contribuem com 45% de suas emissões de dióxido de carbono: cimento, aço, amônia e etileno.
A consultoria McKinsey estima o custo de descarbonizar esses quatro setores em cerca de US$ 21 trilhões até 2050. A boa notícia é que a maioria das tecnologias de que precisamos está disponível e são cada vez mais competitivas. A energia solar e a eólica fornecem agora a energia mais barata para 67% do mundo. Os mercados estão acordando para essas oportunidades e para os riscos de uma economia com alto teor de carbono.
Até empresas de petróleo e gás se comprometem com as emissões zero. Gigantes da energia como Shell, Total e Chevron, estabeleceram recentemente suas próprias metas climáticas. A Repsol, por exemplo, ambiciona em 2050 ver a quantidade de CO2 que emite se igualar à quantidade que capta do ar.
Aqui no Brasil, a tendência é a mesma. A multinacional do ramo da metalurgia Tupy já está trabalhando para trocar sua matriz energética e, assim, avançar no processo de descarbonização dos motores que fabrica. Sua rota rumo às baixas emissões mira no gás natural, biocombustíveis e eletrocombustíveis.
Nos setores em que a Tupy atua, os caminhões respondem por 3% das emissões e o setor de máquinas de construção, de mineração e agrícolas são responsáveis por menos de 1%, de acordo com Fernando de Rizzo, CEO da Tupy.
“Temos um projeto interno de deixar de usar coque e substituir por gás. É experimental, mas nossas emissões de CO2 cairiam de 30% a 40% em relação ao nível atual. As emissões de material particulado acabariam. O gás natural é muito mais limpo nesse aspecto”, afirmou o CEO da Tupy, durante live da Trígono Capital.
Segundo o executivo, se o mundo substituir toda lenha, carvão, óleo de navio e gasolina, para os quais já existem alternativas, as emissões cairiam em cerca de 40%. Ele lembra que a produção de eletricidade lidera a emissão de gases de efeito estufa no mundo, sendo responsável por 24% do total, por causa do carvão. Nesse caso, a energia eólica, solar e o gás podem melhorar bastante. Na indústria, a produção de aço, ferro e cimento respondem por 8%.
Todos os automóveis do mundo produzem 6% dos gases de efeito estufa.
Fonte: UOL / Ecoa / Blog Rosan Jatobá
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