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Petróleo recua, pressionado pelo dólar e por receios com decisão da Opep +

Os futuros do petróleo sofreram pressão significativa nesta sexta-feira (26), fruto da valorização do dólar americano e do receio dos agentes financeiros com a reunião da próxima semana da Opep +.

Assim, os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) para o mês de abril fecharam em queda de 3,19%, a US$ 61,50 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Os preços do Brent para entrega em maio caíram 2,44%, a US$ 64,42 o barril, na ICE, em Londres. Mesmo com a queda diária, a referência americana avançou 3,81% e a global subiu 2,40% no acumulado da semana.

Os membros da Opep + devem se reunir na próxima quarta (03) e quinta-feira (04) para discutir as restrições à produção. A conformidade com os limites existentes de produção do grupo, juntamente com a decisão unilateral da Arábia Saudita de cortar a produção em 1 milhão de barris por dia em fevereiro e março, foram vistos como fatores que contribuíram de modo significativo para o rali nos preços do petróleo em 2021.

Na opinião de Marshall Gittler, chefe de pesquisa de investimentos do Grupo BDSwiss, o cartel terá de tomar duas decisões. Eles têm que decidir se aumentam ou não em 500 mil barris por dia a produção em abril, como o programado pelo acordo alcançado em dezembro, disse ele, em nota. “O elefante na sala é a segunda decisão, sobre o que a Arábia Saudita fará em relação ao corte unilateral de 1 milhão de barris por dia em fevereiro e março”, diz.

“Isso ajudou tremendamente a resolver algo que parecia impossível: permitir que outros membros aumentassem sua produção, enquanto o excesso de estoque global de petróleo continuava a diminuir”, disse Gittler.

“Muitas pessoas no mercado presumem que, com os preços onde estão agora, ambas as restrições serão suspensas”, levando essencialmente a um aumento de produção de 1,5 milhão de barris por dia, diz o analista.

Segundo participantes do mercado, o aumento nos preços do petróleo pode gerar apelos para afrouxar as restrições por parte da Opep. Isso ocorreria, em parte, pelos temores de produtores de xisto dos EUA e outros players aumentarem a produção em resposta aos preços mais fortes e roubar participação de mercado dos membros da Opep +.

“Pessoalmente, acho que a Opep + administrará a situação, provavelmente adicionando 125 mil barris por dia por mês nos próximos quatro meses, para um total de 500 mil barris”, disse Robert Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho Securities USA, em nota.

 

Fonte: Valor Online

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