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Ultragaz olha gás natural e põe foco em inovação

A Ultragaz, uma das mais tradicionais distribuidoras de gás de cozinha do país, está de cara e estratégia novas, atenta às oportunidades de negócio que surgirão com a transição energética. Se apresentando como importante opção de chegada ao consumidor final, a primeira empresa a oferecer GLP engarrafado do país adotou nova identidade visual, atualizou a estratégia de longo prazo e se prepara para oferecer um leque de opções aos clientes, que pode incluir gás natural.

“Esse leque pode compreender outras energias ou outras formas de comercialização”, disse ao Valor o presidente da empresa, Tabajara Bertelli. Empresa de GLP do grupo Ultra, a Ultragaz é um gigante em um mercado já maduro, com 5,5 mil revendedores, 11 milhões de domicílios consumidores e uma carteira de 60 mil clientes industriais.

A distribuidora, conforme o executivo, tem a “vocação natural” de fazer a conexão com o mercado final, através de sua extensa rede de revendas, e vai explorar oportunidades que devem se materializar em dois a cinco anos com a abertura do mercado de gás natural. Para continuar crescendo antes disso, foi além da eficiência operacional e apostou em inovação para se aproximar do cliente.

“Olhando para as potencialidades, vemos que ainda há espaço para crescer em GLP”, comentou. De partida, a oferta de soluções a partir do próprio GLP tem sido impulsionada pela aposta em inovação dentro e fora de casa. Nessa frente, uma das parcerias mais recentes da companhia foi firmada com a AgTech Garage, um dos principais hubs de inovação do agronegócio, com vistas a ampliar a inserção do GLP no setor.

O primeiro produto inovador lançado para o agronegócio foi o Torra de Café, software que controla em tempo real o processo de torrefação de cafés especiais. Ao mesmo tempo em que promete eficiência energética máxima, o sistema garante padronização e construção de notas aromáticas. O Ultragaz Secagem de Grãos, por sua vez, compreende um conjunto de sensores de temperatura e umidade para automação e controle do processo de secagem de grãos de feijão, que reduz o consumo energético.

A Ultragaz tem ainda soluções dirigidas à avicultura, cervejarias, pizzarias, churrascarias, lavanderias, entre outros serviços. “O GLP é mais caro [relativamente a outros combustíveis], mas o processo pode ser mais eficiente porque permite ajustes finos”, explicou Bertelli. A meta é lançar entre cinco e sete soluções por ano e cerca de 20 dos 40 projetos do pipeline estão em fase de testes.

A empresa está desenvolvendo um sistema de sensoriamento do botijão de gás e testa o Ultradrive, autosserviço para venda de gás de cozinha com funcionamento 24 horas e todos os dias da semana. Para o segmento empresarial, estuda uma tecnologia para serviço e gestão de aquecimento central de água em condomínios residenciais.

A digitalização dos negócios, acelerada pela pandemia de covid-19, também ganhou corpo na Ultragaz. Hoje, mais de 3,5% das vendas passam por plataformas digitais. Até o fim do ano, esse índice deve chegar a 6%.

Após definir a nova estratégia de longo prazo e colocar inovação e cliente no centro dos negócios, a mudança de marca foi um desdobramento natural, conforme o executivo. “A nova marca é mais moderna, conectada à jornada do consumidor”, disse.

O trabalho de “rebranding” foi desenvolvido pela agência Ana Couto, já mirando a transição energética: o slogan “Somando Energias” antecipa o leque de energias e serviços mais diversificado no futuro, ao mesmo tempo em que fala da maior proximidade com o cliente. A história da empresa foi preservada na paleta de cores e o azul, mais intenso, permanece como cor predominante.

A nova identidade visual passa a ser usada em todas as comunicações da companhia, incluindo vasilhames e caminhões, e a implementação deve ser concluída em três anos. A marca Brasilgás, presente na Bahia com exceção da cidade de Juazeiro, deixará de existir e a empresa usará Ultragaz como marca única.

 

Fonte: Valor Econômico

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