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Cinco grupos disputam instalação de novo terminal de GNL em Suape

A concorrência aberta pelo governo de Pernambuco para instalação de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) no Porto de Suape atraiu, até o momento, o interesse de cinco grupos nacionais e estrangeiras – Oncorp, New Fortress Energy (NFE), Compass Gás e Energia (Cosan), TotalEnergies e Sonne Energias Renováveis.

O edital foi publicado no último dia (22) e a abertura das propostas está marcada para 22 de outubro, com disputa pelo maior pagamento mensal pelo arrendamento do cais em Suape. Os lances começam em R$ 700.530,35.

Neste momento, a intenção é fechar um contrato de transição pelo direito de uso de um cais desocupado em Suape. Serão necessárias obras para adequar a instalação de uma FSRU, unidade flutuante de regaseificação, além da conexão por gasodutos.

A exigência é que a adequação seja feita em, no máximo, 120 dias, o que permitiria a operação do novo terminal de GNL brasileiro no início do ano que vem.

Concorrentes têm projetos anunciados

Duas das empresas, Oncorp e FNE, já anunciaram novos negócios contando com a entrada em Suape.

A NFE apresentou, no início do ano, o projeto de instalação de um terminal de GNL associado à usina térmica Ressurreição I, de 289 MW, além da conexão com a rede de distribuição da Copergás, distribuidora de Pernambuco. Na aquisição dos projetos da Golar no Brasil, concluída em março deste ano, a NFE, por meio da CH4, também comprou as UTEs Camaçari Muricy II e Pecém II, totalizando 288 MW de capacidade instalada.

Nas informações enviadas a Suape, a NFE diz ser possível instalar a FSRU até fevereiro de 2022 e iniciar a operação no mês seguinte; e dar início à operação da UTE Ressurreição I em novembro de 2022.

Estima investimentos de R$ 251 milhões na revitalização do cais e R$ 3,5 bilhões em todas as fases do projeto – GNL, UTE e interligação com a rede da Copergás.

A OnCorp, por sua vez, entende ser a única empresa na disputa capaz de atender aos requisitos de Suape. Defende que é a concorrente em fase mais adiantada para instalar a FSRU e iniciar o suprimento de gás para Copergás.

A empresa tem um acordo com a Shell, para atender à distribuidora.

Em agosto, a Shell assinou um acordo de suprimento de gás natural com a Copergás de 750 mil m³ diários e a partir de janeiro de 2022 e de 1 milhão de m³ diários em 2023 na chamada pública aberta pela distribuidora.

“Segunda maior produtora de gás natural no Brasil, a Shell possui também um dos maiores portfólios globais de Gás Natural Liquefeito (GNL), que serão as duas alternativas de suprimento para a Copergás”, comentou a Shell, em nota enviada à época.

A intenção é desenvolver o negócio pela Shell Energy Brasil, marca lançada oficialmente esta semana, que vai tocar projetos de gás e energia, incluindo renováveis e comercialização. O segmento tem uma previsão de investimento de R$ 3 bilhões até o final de 2025 no Brasil.

Compass aguarda decisão sobre compra da Gaspetro

A Compass Gas e Energia, do grupo Cosan e portanto coligada a Comgás, pode assumir a operação da Gaspetro, subsidiária da Petrobras que participa de 19 distribuidoras de gás no país.

O negócio aguarda uma decisão do CADE sobre a aprovação da venda e tem oposição de consumidores de gás e energia, preocupados com a concentração de mercado.

Na estratégia da Cosan está também a renovação antecipada da concessão da Comgás, a construção de um terminal de GNL em São Paulo e o projeto Subida da Serra, um gasoduto de ampliação da malha da distribuidora e interligação com o terminal.

A Sonne Energias Renováveis pretende construir uma UTE a gás (Anna Danzl) no complexo de Suape, para servir de âncora para o desenvolvimento do mercado de gás a partir do terminal de GNL.

E a TotalEnergies está presente no Brasil na produção de óleo e gás no pré-sal e na distribuição de combustíveis.

A companhia, de atuação global, é uma das maiores produtoras de petróleo de capital aberto do mundo e tem apostado no aumento da participação de investimentos em gás natural, incluindo GNL, e combustíveis renováveis em seu portfólio. Faz parte da estratégia de redução de emissões equivalentes de carbono.

 

Fonte: Epbr

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