O gás natural é importante para garantir a segurança no fornecimento de energia elétrica em um momento de crescimento da eólica e solar disse a CEO da Equinor Brasil, Veronica Coelho.
A executiva enxerga que o papel do gás natural no Brasil é diferente do desempenhado em outros lugares, como os Estados Unidos e a Europa, onde é um combustível de transição energética, substituindo carvão e petróleo.
“Aqui no Brasil talvez não tanto como um combustível de transição, mas definitivamente como um combustível a mais, igualmente relevante para formar todo o arcabouço que se faz necessário para garantir energia acessível, segura e constante para a população”, disse.
O desenvolvimento da eólica e solar em terra nos últimos anos trouxe o problema da intermitência e, nesse ponto, o gás natural se torna necessário.
“Acho que, portanto, o gás entra como uma fonte complementar também muito interessante nesse contexto dessa matriz energética (…) para dar estabilidade, para dar segurança energética”.
Para garantir o abastecimento das térmicas quando necessário, no entanto, será preciso dar flexibilidade ao fornecimento de gás para as usinas, que hoje é feito basicamente com gás natural liquefeito (GNL).
Uma das opções para garantir flexibilidade no fornecimento de gás é a estocagem. A Petrobras vai estudar a possibilidade de converter campos depletados, que já tiverem a produção esgotada, para armazenar o gás, disse o gerente-executivo de Gás e Energia da estatal, Álvaro Tupiassu. Ele disse também que a empresa considera como futuras possibilidades para ampliar a oferta de gás no Brasil a expansão do biometano, assim como a importação da Bolívia e da Argentina. Outra medida que pode contribuir para diversificar o fornecimento é a regulação do acesso de terceiros à infraestrutura de gás, que está prevista para sair este ano, disse Patrícia Baran, diretora da ANP.
Fonte: Epbr / Gas Week
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