A Rystad Energy estima que até 2035 a demanda global de GNL aumentará para 690 megatoneladas (Mt), segundo o relatório Gas & LNG Market Insights, divulgado no último domingo (15). No entanto, a consultoria destaca que o crescimento está centrado nos mercados emergentes da Ásia e do Oriente Médio. Neste caso, a disponibilidade pode ser uma preocupação nas áreas de crescimento da Ásia. Um ponto levantado no relatório foi que a recente leva de decisões finais de investimento (FIDs) – Marsa LNG, no Omã; Cedar LNG, no Canadá; Ruwais LNG, em Abu Dahbi – demonstra que o mercado não necessita de adição de GNL até 2030. Apesar disso, as restrições estruturais de mão de obra e atrasos em start-ups podem significar que o mercado evitará o excesso de oferta durante grande parte do período entre 2025 e 2030. “O mercado precisa de mais 120 Mtpa de nova produção para fechar a lacuna de 2035”, destaca a Rystad no relatório.
A consultoria também aponta um aumento nas exportações globais de GNL, indo de 33,3 Mt em julho para 35,76 Mt em agosto – sendo esta uma produção acima da média de 2024 (34,84 Mt). Os responsáveis pelo acréscimo foram os EUA, Rússia, Austrália, Malásia e Catar, contudo, Indonésia, Brunei e Moçambique tiveram uma redução marginal nas exportações. Em relação ao armazenamento de gás europeu, os níveis ficaram em 92,43% (105,74 bilhões de m³) no dia 1º de setembro, registrando uma queda leve em comparação com o mesmo período em 2023 (105,6 bilhões de m³). A demanda por gás caiu 4,1% em agosto ao comparar com julho, atingindo 22 bilhões de m³ na União Europeia (UE) e no Reino Unido. Ano a ano, a demanda total fica 13,6% abaixo em agosto ante o mesmo período no ano passado. Na Ásia, os importadores do Japão e da Coreia do Sul têm incentivos limitados para comprar GNL adicional com entrega no 4T24. A Rystad espera que os estoques de gás na Coreia do Sul tenham encerrado o mês agosto em 4,8 Mt, e os estoques do Japão em 4,38 Mt.
Já nos EUA, o mercado de gás natural teve volatilidade no preço do Henry Hub durante agosto, influenciado pelas previsões climáticas, níveis de produção e condições de armazenamento. Por fim, a consultoria informou que a demanda de gás da China diminuiu, ano a ano, para 1,8% em julho, principalmente contido pela atividade industrial fraca e pela redução da demanda por gás para energia. No país, em 2024, houve um aumento nos estoques de gás, com injeções cumulativas de 14,5 bilhões de m³ em armazenamento subterrâneo e 8,14 bilhões de m³ em armazenamento de GNL em julho, em comparação com 13,2 bilhões de m³ e 1,7 bilhões de m³, respectivamente, no mesmo período de 2023.
Fonte: PetróleoHoje
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