Segundo o relatório de mercado de gás e GNL da International Energy Agency (IEA), o mercado está com sinais de alta demanda de gás natural e GNL para o inverno, a partir de ondas de frio esporádicas na Europa. De dezembro a janeiro, há 77% de chance de ocorrer o La Niña, um aumento em relação aos 67% de chance previsto em agosto. Além disso, uma demanda adicional poderá vir do Brasil e do Egito, devido às condições de seca e uma produção insuficiente, respectivamente. Por sua vez, a capacidade do mercado de absorver os preços altos continua limitada. “Apesar da possibilidade de um inverno mais frio do que no ano passado, a ausência de um contango [preço futuro é mais alto que o preço à vista atual] de inverno acentuado significa que o mercado ainda não viu uma alta nas tarifas de frete”, explicou a IEA no relatório.
Contudo, no médio prazo (2024-2029), a demanda de GNL tem baixa perspectiva, por causa de adições de oferta lentas e contínuos desafios à demanda do setor de manufatura com alto consumo de gás. Já a demanda depois de 2030 tem expectativa de alta devido à uma importação menor de gás, por meio de gasoduto, à China. De acordo com a IEA, a fraca demanda na Ásia e a recente volatilidade do Title Transfer Facility (TTF) – ocasionada pelos conflitos no Oriente Médio – indicam que a Europa detém o poder de formação de preços de gás e GNL. “Os índices de manufatura na Europa e na China continuam a mostrar contrações, e as recentes medidas de apoio econômico — como cortes nas taxas de juros e estímulo chinês significativo — provavelmente levarão meses antes que qualquer impacto potencial seja sentido na economia mais ampla e, finalmente, na demanda por gás”, explicou a IEA.
Fonte: PetróleoHoje
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