A Woodside Energy, da Austrália, anunciou na quarta (14) que firmou um acordo para explorar oportunidades de colaboração com a Saudi Aramco, que poderá adquirir uma participação em seu projeto de gás natural liquefeito (GNL) na Louisiana (EUA), avaliado em US$ 17,5 bilhões. As ações da maior produtora de gás da Austrália subiram quase 4% após o anúncio. O acordo, que também pode permitir à Aramco garantir fornecimento de GNL, é uma “demonstração do interesse contínuo que o projeto Louisiana LNG vem gerando entre investidores de alta qualidade”, disse a CEO da Woodside, Meg O’Neill, em comunicado. A Woodside deu aprovação final ao projeto em abril, apostando que um governo americano favorável aos combustíveis fósseis e a forte demanda global garantirão retornos competitivos.
O projeto, com três unidades de liquefação e capacidade anual de 16,5 milhões de toneladas, deve começar a produzir GNL em 2029. A Woodside também já vendeu 40% de participação na empresa que detém os ativos de infraestrutura do projeto para a investidora americana Stonepeak, por US$ 5,7 bilhões. O analista sênior de energia da MST Marquee, Saul Kavonic, disse que um investimento de um “parceiro de qualidade” como a Aramco validaria o valor do projeto para o mercado. “A Aramco não entra só para pegar alguns por cento de um milhão de toneladas… quando eles entram em algo, entram pra valer”, afirmou. A Aramco e a Woodside também estão avaliando uma colaboração em amônia de baixo carbono. Kavonic acrescentou que espera que a Woodside traga novos parceiros acionistas da Ásia. A empresa já realizou negociações com compradores como Tokyo Gas e Jera, do Japão.
Fonte: Valor Online
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