A GNLink, distribuidora de gás natural controlada pela gestora de recursos Lorinvest e pela Copa Energia, encerrou 2025 com uma capacidade total instalada de 300 mil m³/dia.
A companhia comemorou a finalização, no ano passado, de um plano de expansão que envolveu investimentos de R$ 450 milhões em três plantas de produção de GNL e GNC, consolidando-se como um dos principais players em atuação em regiões não atendidas por gasodutos. Em três anos de atuação, a companhia construiu plantas em Itabuna (BA), Barra Bonita (PR) e Assú (RN).
“Em apenas três anos, estruturamos uma rede robusta, eficiente e capaz de levar energia competitiva a regiões onde o gás natural não chega”, reforça Marcelo Rodrigues, CEO da GNLink.
A empresa pretende iniciar em 2026 uma nova etapa de expansão, com o objetivo de dobrar sua capacidade total de produção. O foco será a ampliação de sua atuação no Nordeste e a entrada nos mercados do Sudeste e do Centro-Oeste. “Entramos em 2026 com projetos importantes para consolidar a nossa operação com a implantação de unidades de regaseificação em indústrias e, especialmente, junto às distribuidoras estaduais de gás natural canalizado”, afirmou Rodrigues.
O ano de 2025 também foi marcado por parcerias comerciais. A GNLink venceu a chamada pública da CEGÁS para o fornecimento de 79,3 milhões de m³ de gás natural ao polo Crajubar (Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha), atendendo diretamente a cerca de 520 mil habitantes e impulsionando um dos polos econômicos mais relevantes do interior cearense.
Em parceria com a companhia cearense, a GNLink implantou uma unidade de regaseificação em Juazeiro do Norte com capacidade de regaseificação de 50 mil m3/dia e será responsável por viabilizar o transporte rodoviário do energético para regiões ainda não conectadas à malha de gasodutos.
Na Bahia, firmou contrato com a Bahiagás para atender o município de Vitória da Conquista dentro do modelo de redes locais aprovado pela Agerba. A iniciativa prevê o fornecimento de 54,7 milhões de m³ e envolve a implantação de uma unidade de regaseificação em Vitória da Conquista, ampliando a oferta de gás natural no interior baiano.
Rodrigues afirma que os projetos desenvolvidos com as distribuidoras estaduais de gás canalizado são fundamentais para que os Estados possam levar de forma rápida e eficiente o gás aonde ele não chega. “Temos outros negócios em andamento em chamadas públicas vigentes que esperamos ter êxito para ampliar ainda mais a oferta de GNL e GNC pelo Brasil”, destacou.
Fonte: EnergiaHoje
Related Posts
Pisos e tetos no preço do gás têm boa adesão e concorrentes da Petrobras passam a oferecer solução
O mecanismo de pisos e tetos sobre os reajustes nos preços do gás natural, lançado pela Petrobras para conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado brasileiro a partir de agosto, contou com...
ANP abre consulta pública sobre gas release; entenda o programa de desconcentração do mercado de gás natural em dez pontos
A proposta de gas release apresentada pela ANP prevê a criação de limites máximos de volume por comprador, para evitar novas concentrações no mercado brasileiro de gás natural. A minuta de resolução que...

