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Reive Barros, ex-diretor da agência, assumirá EPE

O engenheiro pernambucano Reive Barros dos Santos foi escolhido pelo governo para assumir a presidência da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ele substitui o matemático Luiz Augusto Barroso, que deixou o cargo no início da semana passada. A nomeação oficial sai nos próximos dias.

Outros três nomes eram cotados para a sucessão na estatal: Joísa Campanher Dutra, do Centro de Regulação em Infraestrutura da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ); Hermes Chipp, ex-diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS); e Ivan Camargo, ex-reitor da Universidade de Brasília e ex-integrante da diretoria colegiada da Aneel.

Reive contava com o apoio do ex-ministro Fernando Coelho Filho para entrar na EPE. Ele é engenheiro eletricista e foi professor da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco. Trabalhou na Chesf e na Eletrobras antes de ser indicado para a diretoria da agência reguladora, onde esteve entre 2014 e janeiro deste ano.

Com a sua nomeação, fica completa a equipe do novo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco. A saída de Coelho Filho, que retornou à Câmara para exercer o mandato de deputado federal, deflagrou uma debandada de técnicos da pasta.

Barroso e o então secretário-executivo, Paulo Pedrosa, foram mentores de medidas como a privatização da Eletrobras e a reforma do marco regulatório do setor. Por isso, o mercado recebeu com mal humor a saída dos dois, a pedido.

Para o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, a missão de quem estiver à frente da EPE é dar continuidade ao trabalho iniciado por Barroso. “O Reive tem experiência vasta no setor elétrico”, elogiou o executivo. “Ele pode ter muito sucesso se empunhar o mesmo bastão [da gestão interior], porque a direção está lançada.”

Um desafio, na avaliação de Sales, será obter uma proximidade maior com o ONS. “O planejamento e a operação do setor devem estar mais próximos. Uma visão de futuro distante é fundamental para que a operação seja boa, e vice-versa”, acrescentou o executivo do Acende Brasil.

 

Fonte: Valor Econômico

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